Manicure morre baleada em comunidade enquanto trabalhava no RJ
Criminosos do Comando Vermelho teriam invadido a favela da Malvina, zona norte da capital fluminense, provocando uma intensa troca de tiros
SBT Brasil
Uma mulher de 41 anos morreu após ser baleada, no domingo (1º), durante um ataque a tiros na comunidade da Malvina, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Tatiany Brandão Cruz, era manicure e trabalhava no momento em que foi atingida.
Segundo relatos de moradores, criminosos do Comando Vermelho (CV) teriam invadido a comunidade, provocando uma intensa troca de tiros. Tatiany foi atingida na cabeça enquanto fazia a unha de uma cliente, no portão de casa.
A Polícia Civil investiga se o ataque está relacionado a uma disputa entre facções criminosas rivais pelo controle do território, envolvendo o CV e o Terceiro Comando Puro (TCP).
Além da manicure, dois idosos, de 71 e 72 anos, também foram baleados. Eles foram levados para hospitais da região. Um deles já recebeu alta médica; o outro permanece internado em estado estável.
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Irajá, para onde Tatiany foi levada por familiares e amigas, fica a menos de 200 metros do local do crime.
Comunidade ficou marcada pela violência
Moradores relatam marcas de tiros em diversos pontos da comunidade, inclusive em uma creche localizada a poucos metros de onde Tatiany foi baleada.
A cerca de cinco metros do local do ataque, o ex-companheiro da vítima também foi morto a tiros, em circunstâncias semelhantes, há cerca de dois meses.
Abalada, a mãe de Tatiany, Elenice, relatou que não conseguiu dormir após a tragédia. A manicure deixa quatro filhos e faria aniversário na próxima semana. Segundo a família, ela estava trabalhando para juntar dinheiro e comemorar a data com um almoço em família.
Na tarde de segunda-feira (2), familiares e moradores fizeram uma manifestação na Avenida Monsenhor Félix, pedindo justiça e mais segurança para a região.
A Polícia Civil segue investigando o caso e busca identificar os responsáveis pelo ataque. Até o momento, não há informações sobre presos.









