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Polícia prende suspeito de matar companheira em frente à filha de 2 anos, em SP

Caso aconteceu em janeiro, no bairro da Saúde. Filha da vítima estava ao lado da mãe no momento da crime; polícia investiga se criança foi abusada

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Fachada de casa no bairro da Saúde, em São Paulo, onde um homem de 34 anos é suspeito de ter matado a companheira | Foto: Reprodução/Google Maps - 03.02.2026
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⚠️ Alerta de gatilho: esta reportagem aborda temas como violência doméstica e abuso sexual e contém informações que podem ser perturbadoras para alguns leitores.

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A Polícia Civil prendeu, na noite de segunda-feira (2), um homem suspeito de matar a companheira em São Paulo. O crime ocorreu em 31 de janeiro, dentro de uma casa no bairro da Saúde, zona sul da capital paulista. A filha de dois anos da vítima estava na residência no momento do crime e a polícia investiga se ela foi abusada sexualmente.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), André de Lima Torres Pereira, de 34 anos, matou Nicole Mercer Merheje, de 24 anos, após uma discussão, e fugiu em seguida. Ela foi encontrada morta, nua, em cima de uma cama, coberta por um lençol. A filha foi encontrada também despida.

À polícia, o pai de Nicole, Eduardo Merheje Junior, que morava junto com a filha, afirmou que as brigas do casal eram constantes. Na sexta-feira (30), ele contou ter ouvido uma discussão entre os dois e que, por três vezes, ameaçou chamar a polícia. Logo depois, disse não ter ouvido mais nada e decidiu ir dormir.

Na manhã de sábado (31), Eduardo foi até o quarto de Nicole para falar com ela, mas a filha não respondeu. À tarde, voltou a bater na porta do quarto, que estava trancada, e não obteve resposta. Então, à noite, orientado por uma amiga e advogada da filha, decidiu chamar a polícia.

Ao arrombar a porta, os policiais encontraram Nicole morta e, ao lado dela, a filha, que chorava no berço. Os agentes verificaram que a criança estava com secreção nas partes íntimas e, diante da possibilidade de abuso sexual, a encaminharam a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Mariana.

Nicole tinha medidas protetivas contra André e a polícia descobriu, por meio de consulta no Sistema de Polícia Judiciária, que outras mulheres já o haviam denunciado por violência doméstica. Ele chegou a ser preso por um dos processos, mas ganhou liberdade logo depois.

André estava escondido desde o dia do crime e foi encontrado a partir de investigações conduzidas pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde o caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio. Em audiência de custódia realizada nesta terça-feira (3), o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão do suspeito.

O corpo de Nicole foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) Central e retirado pela família no final da tarde de segunda-feira. Ainda não há informações sobre o local onde o corpo será velado e sepultado.

Como denunciar violência contra a mulher

Para fazer denúncias ligue no número 180. O atendimento funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e está disponível também no WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. O Ligue 180 preserva o anonimato dos denunciantes.

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