Forças Armadas abrem alistamento militar para mulheres no país pela 1ª vez
Segundo o Exército Brasileiro, a medida representa uma “correção histórica”; mais de mil serão incorporadas em todo o país
SBT Brasil
Pela primeira vez na história, as Forças Armadas abriram o alistamento militar para mulheres de 18 anos. A novidade começa a valer neste ciclo de seleção e prevê a incorporação de mais de mil mulheres às tropas em todo o Brasil, marcando uma mudança histórica nas regras do serviço militar.
Mulheres passaram a participar da seleção complementar do alistamento militar inicial, etapa que inclui inspeção médica, avaliação física e entrevista — os mesmos procedimentos aplicados aos homens.
Em Belém, 180 jovens disputam 55 vagas. A rotina de testes é idêntica para todos os candidatos, com foco na aptidão física e no preparo para a vida militar.
Até 2025, as mulheres podiam ingressar nas Forças Armadas apenas como militares de carreira ou temporárias. A partir de 2026, elas passam a integrar também o serviço militar inicial como soldados, ampliando a presença feminina em todas as patentes.
Segundo o Exército Brasileiro, a medida representa uma “correção histórica”, com impactos diretos no presente e no futuro da instituição.
O que dizem os militares?
De acordo com o coronel Roger Peixoto, a inclusão amplia o potencial do Exército. Ele destacou que as candidatas demonstram alto nível de preparo, muitas já cursando ensino técnico ou faculdade.
Para a primeira-tenente Jaqueline Roieski, o momento é um marco: a partir de 2026, o segmento feminino estará presente de soldados a oficiais, exigindo preparo das unidades para receber e formar as novas integrantes.
Onde ocorre a formação das selecionadas?
Em Belém, as aprovadas iniciarão a formação em unidades como o Hospital Geral e o Colégio Militar. O primeiro ano será dedicado ao aprendizado e à adaptação à rotina militar, que exige disciplina, preparo físico e resistência.









