Política

Cobrado por impeachment e 6x1, Alcolumbre reclama de ataques

Senador fez novo desabafo em plenário e deixou recados para colegas depois de Carlos Viana (PSD-MG) pedir seu afastamento da presidência

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) | Reprodução

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) | Reprodução

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a criticar nesta quinta-feira (3) o que considera ser uma cultura de ataques à sua pessoa, inclusive por colegas senadores.

A pressão aumentou na quarta-feira (2) vindo tanto da base governista quanto da oposição, mas em temas diferentes: enquanto lulistas queriam ter votado em plenário a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1, bolsonaristas reclamaram da inércia do senador em abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, citado em relatório da Polícia Federal (PF) em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A afronta mais direta veio do senador Carlos Viana (PSD-MG), que protocolou uma denúncia dentro do Conselho de Ética contra a conduta de Alcolumbre na presidência. O colegiado é responsável por julgar desvios de atividade parlamentar, mas na prática está paralisado desde julho de 2024, sem nenhuma deliberação desde então.

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“Tá impossível o que nós estamos vivendo hoje. As pessoas estão felizes de ofender as outras, e muitas das vezes eu abro os jornais e as redes sociais e me deparo com agressões inimagináveis contra minha conduta ou a minha postura. Está muito cômodo as pessoas atrás de um telefone celular ou de um robô, de um fake news, uma mentira, ofender as pessoas sem avaliar o que nós fazemos pelo Brasil todos os dias aqui", afirmou.

Antes da fala, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) havia feito acenos a Alcolumbre. O presidente do Senado avaliou que a intensidade da disputa política torna esse tipo de gesto cada vez mais raro, com senadores com “medo de ser agredidos” se o elogiarem.

Alcolumbre não citou Viana diretamente, mas destacou que, na condição de chefe do Congresso, dá importância ao “discernimento” de sua fala e das colocações que faz em público.

“Se eu fosse só mais um colega senador de vocês, eu ia falar muita coisa naquele microfone ali, inclusive para colegas nossos que se acham no direito de fazer um vídeo agredindo as pessoas para o assessor do lado estar filmando para ele ganhar curtida na rede social e talvez para querer a eleição no dia 4 de outubro. Porque se não fosse no processo eleitoral, ele não colocava o assessor para filmar ele ali. Ele ganhou a eleição e teve voto? Eu também ganhei a eleição".

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