Centrão teme poder exagerado de André Mendonça ao acumular casos Master e INSS
Mendonça é visto no Congresso como uma figura de pouca interlocução política, ao contrário de Dias Toffoli
Iander Porcella
André Mendonça | Nelson Jr./SCO/STF
Integrantes do Centrão, o grupo político que domina o Congresso, ficaram em alerta após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumir a relatoria do caso do Banco Master. A avaliação de parlamentares ouvidos pelo SBT News é de que o magistrado passou a acumular muito poder, já que ele também relata as investigações sobre o escândalo do INSS.
Há um temor de que Mendonça vire um “Dino 2.0”, em referência à ofensiva do ministro Flávio Dino sobre as emendas parlamentares, que atormenta o Legislativo há anos.
Mendonça é visto no Congresso como uma figura de pouca interlocução política, ao contrário de Dias Toffoli, relator anterior do caso Master. Recentemente, o ministro do STF mirou o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi alvo de operação da Polícia Federal, autorizada por Mendonça no âmbito das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
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Além disso, em 2021, Mendonça foi aprovado no Senado para integrar a Corte após um longo processo de articulação política do governo Jair Bolsonaro e de evangélicos. Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou por meses a sabatina de Mendonça por ter ficado frustrado com a decisão de Bolsonaro de preterir o então procurador-geral da República, Augusto Aras.
Mendonça foi sorteado novo relator do caso Master no STF na noite desta quinta-feira (12) após uma reunião dos ministros que resultou na saída de Toffoli do posto. Até então responsável pela investigação na Corte, Toffoli foi citado em conversas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, de acordo com a Polícia Federal.
Centrão teme poder exagerado de André Mendonça ao acumular casos Master e INSSMendonça é visto no Congresso como uma figura de pouca interlocução política, ao contrário de Dias ToffoliPolítica2026-02-13T16:45:36.075ZIntegrantes do Centrão, o grupo político que domina o Congresso, ficaram em alerta após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumir a relatoria do caso do Banco Master. A avaliação de parlamentares ouvidos pelo SBT News é de que o magistrado passou a acumular muito poder, já que ele também relata as investigações sobre o escândalo do INSS. Há um temor de que Mendonça vire um “Dino 2.0”, em referência à ofensiva do ministro Flávio Dino sobre as emendas parlamentares, que atormenta o Legislativo há anos. Mendonça é visto no Congresso como uma figura de pouca interlocução política, ao contrário de Dias Toffoli, relator anterior do caso Master. Recentemente, o ministro do STF mirou o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi alvo de operação da Polícia Federal, autorizada por Mendonça no âmbito das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Além disso, em 2021, Mendonça foi aprovado no Senado para integrar a Corte após um longo processo de articulação política do governo Jair Bolsonaro e de evangélicos. Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou por meses a sabatina de Mendonça por ter ficado frustrado com a decisão de Bolsonaro de preterir o então procurador-geral da República, Augusto Aras. Mendonça foi no STF na noite desta quinta-feira (12) após uma reunião dos ministros que resultou na saída de Toffoli do posto. Até então responsável pela investigação na Corte, Toffoli foi citado em conversas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, de acordo com a Polícia Federal. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/centrao-teme-poder-exagerado-de-andre-mendonca-ao-acumular-casos-master-e-inss
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