Política

Centrão avalia que rejeição a Lula impulsiona Flávio e pede discurso de união nacional

Enquanto Lula acumula série de desgastes - o mais recente no Carnaval - Flávio tem feito acenos a eleitores de centro e a minorias sociais

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Lula durante coletiva de imprensa, em que fez um balanço da viagem a Índia | Ricardo Stuckert / PR

O Centrão avalia que a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o fator que tem impulsionado as intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o Palácio do Planalto. Pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) mostrou o senador pela primeira vez empatado com o petista em eventual segundo turno, o que animou integrantes do grupo que domina o Congresso.

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Enquanto Lula acumula uma série de desgastes - o mais recente no Carnaval - Flávio tem feito acenos a eleitores de centro e a minorias sociais. Essa postura moderada era defendida pelas lideranças de centro-direita e é considerada um pré-requisito para que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) consiga apoio dos partidos desse campo político.

Agora, o Centrão espera que Flávio adote um discurso de união nacional e sinalize que vai governar para todos se eleito presidente, não apenas para os eleitores bolsonaristas. “Em 2022, as pessoas votaram no Lula para derrotar o Bolsonaro. Agora estão votando no Flávio para derrotar o Lula. Eleição de rejeição”, disse ao SBT News o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI).

“Ele (Flávio) precisa falar em unificar esse país depois das eleições, que vai governar para todos”, emendou Nogueira. O senador tem elogiado os movimentos mais recentes de Flávio e afirma que ele não tem errado em nada. Apesar disso, a federação União-PP ainda não decidiu se apoiará o filho de Bolsonaro na disputa contra Lula.

O levantamento da AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 46,3% de intenção de voto no segundo turno, contra 46,2% de Lula. Os dois estão empatados tecnicamente, considerando a margem de erro de um ponto porcentual. Na pesquisa anterior, o presidente aparecia com 49% e o senador, com 45%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 24 de fevereiro, após a polêmica de Lula com evangélicos no Carnaval. A imagem do presidente ficou ainda mais desgastada com esse segmento da população após a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou à Sapucaí um samba-enredo em homenagem ao petista, retratar de forma irônica os conservadores em uma de suas alas.

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