Caso Master: senadores da CAE saem confiantes após Mendonça garantir apoio à audiência com Vorcaro
Parlamentares se reuniram com ministro do STF nesta segunda (24) para tratar do deslocamento do empresário e do compartilhamento de dados


Jessica Cardoso
Senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) saíram confiantes da reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nesta segunda-feira (24), após o relator do caso envolvendo o Banco Master assegurar apoio institucional para a realização da audiência com Daniel Vorcaro na próxima terça-feira (3).
“[...] saímos da conversa com o ministro André Mendonça muito confiantes porque sentimos uma decisão por parte do ministro de estabelecer toda a transparência possível que não prejudique o andar das investigações”, disse o senador Eduardo Braga (MDB-AM) a jornalistas.
De acordo com o parlamentar, Mendonça colocou à disposição a estrutura necessária para garantir o depoimento com “absoluta discrição” e respeito às investigações.
“O ministro nos comunicou que está disposto a disponibilizar toda a estrutura da Polícia Federal para fazer o transporte de forma voluntária do senhor Vorcaro, dando acesso inclusive ao advogado de defesa”, afirmou.
Ainda segundo Braga, há informações que precisam permanecer sob sigilo para não comprometer as apurações, mas outras já podem ser compartilhadas. Ele afirmou também que o ministro do STF aguarda apenas uma comunicação formal da CAE para deliberar sobre a liberação dos dados.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), criticou a demora no envio de documentos do caso Master para o Senado, por parte de órgãos de controle. Segundo ele, a comissão ainda não recebeu as informações do Banco Central, que dependem de despacho de Mendonça, nem do Tribunal de Contas da União (TCU).
“Eu não sei o que está havendo porque eu fui pessoalmente ao tribunal pedir ao presidente do tribunal que mande uma cópia dos procedimentos que foram abertos para acabar com a liquidação do Banco Master e até agora, apesar da indiscutível possibilidade de fazermos a requisição dessas informações, até agora nós não tivemos o retorno”, afirmou.









