Câmara afirma que respeitou a lei e não infringiu regras para emendas ao orçamento
Ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 4,2 bilhões referentes a indicações feitas pelas comissões do Legislativo
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SBT News
28/12/2024, 00:22 • Atualizado em 28/12/2024, 00:38
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Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (Michel Jesus/Ag. Câmara)
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A Câmara dos Deputados cumpriu o prazo determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e respondeu aos questionamentos dele a respeito das emendas parlamentares ao orçamento da União. No documento, a Advocacia da Câmara argumentou que agiu em conformidade com as normas vigentes até 2024, seguiu as orientações do Poder Executivo e buscou conciliar as regras anteriores com as novas determinações do STF.
O órgão ainda questionou por qual razão apenas a Câmara estava sendo questionada, sendo que o orçamento foi emendado pelas duas casas do Congresso Nacional. Não houve questionamentos de Dino ao Senado Federal. "O processo legislativo orçamentário é de competência do Congresso Nacional de maneira conjunta e não de nenhuma de suas casas isoladamente", diz trecho do documento.
A resposta foi assinada pelo advogado da Casa, Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva. Ele defendeu a "plena legalidade" do procedimento adotado pelos líderes partidários.
A polêmica a respeito das emendas de comissão ganhou força após a decisão de Dino que questionou a forma como as indicações foram realizadas, levantando suspeitas sobre a lisura do processo. A suspensão dos pagamentos e a investigação da PF intensificaram o debate sobre a transparência e a legalidade da destinação desses recursos.
A resposta da Câmara é uma tentativa de esclarecer os procedimentos adotados e defender a atuação dos líderes partidários. O caso segue em acompanhamento no STF.
Um fato que chama a atenção é que a Câmara entendeu que não cabe a ela, enquanto instituição, apresentar o recurso da decisão. Essa definição caberia ao Congresso Nacional e à Advocacia-Geral da União. Não há prazo para que Dino libere ou não o pagamento das emendas que foram bloqueadas.
A decisão do ministro promoveu cenas que raramente são vistas em Brasília: reuniões entre autoridades da República em um fim de ano. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), esteve nesta semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a questão. Ainda convocou uma reunião extraoficial de líderes partidários para definir qual seria o tom da resposta.
Câmara afirma que respeitou a lei e não infringiu regras para emendas ao orçamentoMinistro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 4,2 bilhões referentes a indicações feitas pelas comissões do LegislativoPolítica2024-12-28T00:22:17.064ZA Câmara dos Deputados cumpriu o prazo determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e respondeu aos questionamentos dele a ao orçamento da União. No documento, a Advocacia da Câmara argumentou que agiu em conformidade com as normas vigentes até 2024, seguiu as orientações do Poder Executivo e buscou conciliar as regras anteriores com as novas determinações do STF. O órgão ainda questionou por qual razão apenas a Câmara estava sendo questionada, sendo que o orçamento foi emendado pelas duas casas do Congresso Nacional. Não houve questionamentos de Dino ao Senado Federal. "O processo legislativo orçamentário é de competência do Congresso Nacional de maneira conjunta e não de nenhuma de suas casas isoladamente", diz trecho do documento. A resposta foi assinada pelo advogado da Casa, Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva. Ele defendeu a "plena legalidade" do procedimento adotado pelos líderes partidários. Na última segunda-feira (23), . Além da suspensão, o ministro acionou a Polícia Federal para investigar a liberação dos recursos. A polêmica a respeito das emendas de comissão ganhou força após a decisão de Dino que questionou a forma como as indicações foram realizadas, levantando suspeitas sobre a lisura do processo. A suspensão dos pagamentos e a investigação da PF intensificaram o debate sobre a transparência e a legalidade da destinação desses recursos. A resposta da Câmara é uma tentativa de esclarecer os procedimentos adotados e defender a atuação dos líderes partidários. O caso segue em acompanhamento no STF. Um fato que chama a atenção é que a Câmara entendeu que não cabe a ela, enquanto instituição, apresentar o recurso da decisão. Essa definição caberia ao Congresso Nacional e à Advocacia-Geral da União. Não há prazo para que Dino libere ou não o pagamento das emendas que foram bloqueadas. A decisão do ministro promoveu cenas que raramente são vistas em Brasília: reuniões entre autoridades da República em um fim de ano. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), esteve nesta semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a questão. Ainda convocou uma reunião extraoficial de líderes partidários para definir qual seria o tom da resposta.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/camara-afirma-que-respeitou-a-lei-e-nao-infringiu-regras-para-emendas-ao-orcamento
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