Caiado critica Lula e clã Bolsonaro por tarifaço dos EUA
Candidato do PSD comenta que reação do presidente às tarifas é guiada por interesse eleitoral e influenciada pelo ministro da Secom, a quem chamou de "Sifrônio"
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Felipe Moraes
Ronaldo Caiado (PSD) em sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico | Reprodução/YouTube
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o presidente Lula (PT) e a família do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) pelas recentes tarifas adicionais impostas pelo Estados Unidos a exportações nacionais.
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Para o ex-governador de Goiás, o petista é "incompetente" e age na negociação com interesse eleitoral por orientação do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, a quem chamou de "Sifrônio" durante sabatina promovida pela Rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico.
Questionado sobre o que faria em relação ao tarifaço se estivesse no Palácio do Planalto, afirmou que "você não pode me colocar como um presidente sendo incompetente como Lula, guiado por um marqueteiro", em referência a Palmeira.
Segundo Caiado, o ministro "botou na cabeça" do mandatário: "Briga com Trump que vai se eleger". O candidato ainda comentou que o petista não tem "estatura" pra entrar na discussão com os EUA. "Eu não iria deixar chegar nesse ponto", declarou.
O ex-governador goiano disse que, se eleito, faria uma reforma na política externa brasileira. "Vou tirar a chancelaria desse viés ideológico. Tem que abrir espaço, dar realce ao que já foi no Brasil a diplomacia", opinou.
"Eu saberei valorizar a minha diplomacia pra que sente, converse e prepare ambiente pra quando o Caiado chegar. Aí, sim, como presidente, vou chegar pra discutir com outro presidente de forma respeitosa, como cabe à liturgia da Presidência. Você não vai me ver fazendo piadinha da dentadura de um presidente, fazendo esse palavreado rasteiro", continuou.
O presidenciável do PSD também condenou e classificou como crime de lesa-pátria a postura do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA, agindo como articulador de sanções contra o país.
"É inimaginável aceitar qualquer posição de um brasileiro que se coloque contra a sua pátria. Não admito ingerência no meu país. Jamais caminharia num processo de aplaudir ou de querer fomentar qualquer iniciativa contra o meu país. É inaceitável, inadmissível. Ninguém pode se vangloriar de qualquer iniciativa contra o seu país", falou.
Em nova crítica ao governo, sugeriu que o presidente foi permissivo quanto à atuação de Eduardo nos Estados Unidos.
"Agora, eu, como presidente da República, quero saber se um deputado vai ter mais força do que eu como presidente. Lula queria deixar isso acontecer. Aí, Sidônio falava, 'deixa acontecer, você vai ganhar [a eleição], você vai criar quadro em que você é patriota'", acrescentou.
Negociações do tarifaço
Os Estados Unidos aplicaram em julho duas sobretaxas a exportações nacionais. Somadas, atingem alíquota de 37,5%.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, terá uma reunião virtual na próxima segunda (31) com Jamieson Greer, representante comercial do governo dos EUA. O encontro ocorrerá dez dias após o mais recente telefonema entre Lula e Trump, em 21 de agosto.
Caiado critica Lula e clã Bolsonaro por tarifaço dos EUACandidato do PSD comenta que reação do presidente às tarifas é guiada por interesse eleitoral e influenciada pelo ministro da Secom, a quem chamou de "Sifrônio"Política2026-08-26T15:57:26.879ZO candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o presidente Lula (PT) e a família do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) pelas recentes tarifas adicionais impostas pelo Estados Unidos a exportações nacionais. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Para o ex-governador de Goiás, o petista é "incompetente" e age na negociação com interesse eleitoral por orientação do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, a quem chamou de "Sifrônio" durante sabatina promovida pela Rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico. Questionado sobre o que faria em relação ao tarifaço se estivesse no Palácio do Planalto, afirmou que "você não pode me colocar como um presidente sendo incompetente como Lula, guiado por um marqueteiro", em referência a Palmeira. Segundo Caiado, o ministro "botou na cabeça" do mandatário: "Briga com Trump que vai se eleger". O candidato ainda comentou que o petista não tem "estatura" pra entrar na discussão com os EUA. "Eu não iria deixar chegar nesse ponto", declarou. O ex-governador goiano disse que, se eleito, faria uma reforma na política externa brasileira. "Vou tirar a chancelaria desse viés ideológico. Tem que abrir espaço, dar realce ao que já foi no Brasil a diplomacia", opinou. "Eu saberei valorizar a minha diplomacia pra que sente, converse e prepare ambiente pra quando o Caiado chegar. Aí, sim, como presidente, vou chegar pra discutir com outro presidente de forma respeitosa, como cabe à liturgia da Presidência. Você não vai me ver fazendo piadinha da dentadura de um presidente, fazendo esse palavreado rasteiro", continuou. O presidenciável do PSD também condenou e classificou como crime de lesa-pátria a postura do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA, agindo como articulador de sanções contra o país. "É inimaginável aceitar qualquer posição de um brasileiro que se coloque contra a sua pátria. Não admito ingerência no meu país. Jamais caminharia num processo de aplaudir ou de querer fomentar qualquer iniciativa contra o meu país. É inaceitável, inadmissível. Ninguém pode se vangloriar de qualquer iniciativa contra o seu país", falou. Em nova crítica ao governo, sugeriu que o presidente foi permissivo quanto à atuação de Eduardo nos Estados Unidos. "Agora, eu, como presidente da República, quero saber se um deputado vai ter mais força do que eu como presidente. Lula queria deixar isso acontecer. Aí, Sidônio falava, 'deixa acontecer, você vai ganhar [a eleição], você vai criar quadro em que você é patriota'", acrescentou. Negociações do tarifaço Os Estados Unidos aplicaram em julho duas sobretaxas a exportações nacionais. Somadas, atingem alíquota de 37,5%. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, terá uma reunião virtual na próxima segunda (31) com Jamieson Greer, representante comercial do governo dos EUA. O encontro ocorrerá dez dias após o mais , em 21 de agosto.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/caiado-critica-lula-e-cla-bolsonaro-por-tarifaco-dos-eua