Ex-dono da Reag entrega proposta de delação premiada à PGR
João Carlos Mansur é investigado em operações sobre o Banco Master e sobre infiltração do PCC no sistema financeiro; ele nega infrações
Anita Prado
João Carlos Mansur, da Reag | Divulgação
A defesa de João Carlos Mansur, ex-dono da Reag Investimentos, entregou uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República.
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Mansur foi também fundador e presidente do conselho de administração da Reag, gestora de fundos de investimento que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro.
A liquidação se deu por "comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN [Sistema Financeiro Nacional]", segundo o Banco Central.
Mansur é investigado em diferentes frentes. Em uma delas, é acusado de participação de esquema envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero.
A suspeita é de que fundos administrados pela Reag tenham sido usados para operações que inflavam artificialmente o patrimônio do Master, inclusive com carteiras de crédito de difícil recuperação.
Além disso, a Reag também foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e no sistema financeiro. A gestora é suspeita de ter sido utilizada para lavar dinheiro de organizações criminosas.
Em posicionamentos anteriores, Mansur nega qualquer relação com o PCC e diz que a relação com o Master era regular, como com a qualquer outro cliente da gestora.
Ex-dono da Reag entrega proposta de delação premiada à PGRJoão Carlos Mansur é investigado em operações sobre o Banco Master e sobre infiltração do PCC no sistema financeiro; ele nega infraçõesPolítica2026-08-26T15:02:48.668ZA defesa de João Carlos Mansur, ex-dono da Reag Investimentos, entregou uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República. Mansur foi também fundador e presidente do conselho de administração da Reag, gestora de fundos de investimento que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro. A liquidação se deu por "comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN [Sistema Financeiro Nacional]", segundo o Banco Central. Mansur é investigado em diferentes frentes. Em uma delas, é acusado de participação de esquema envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero. A suspeita é de que fundos administrados pela Reag tenham sido usados para operações que inflavam artificialmente o patrimônio do Master, inclusive com carteiras de crédito de difícil recuperação. Além disso, a Reag também foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e no sistema financeiro. A gestora é suspeita de ter sido utilizada para lavar dinheiro de organizações criminosas. Em posicionamentos anteriores, Mansur nega qualquer relação com o PCC e diz que a relação com o Master era regular, como com a qualquer outro cliente da gestora. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ex-dono-da-reag-entrega-proposta-de-delacao-premiada-a-pgr