Política

Brasil terá 21 governadores à direita e só 6 à esquerda

Dominância de nomes da direita está simbolizada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto esquerda manteve tradição de comandar o Nordeste

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Em cima, os governadores da direita Tarcísio de Freitas (São Paulo), Sergio Moro (Paraná) e Celina Leão (DF); embaixo, os da esquerda: Rafael Fonteles (Piauí), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Omar Aziz (Amazonas) | Reprodução

Em cima, os governadores da direita Tarcísio de Freitas (São Paulo), Sergio Moro (Paraná) e Celina Leão (DF); embaixo, os da esquerda: Rafael Fonteles (Piauí), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Omar Aziz (Amazonas) | Reprodução

A apuração dos últimos seis estados que ainda precisavam definir governadores em segundo turno neste domingo (25) fechou um balanço amplamente favorável a nomes inclinados à direita: 21 governadores estão nesse espectro político, contra seis alinhados à esquerda.

No Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins, as vitórias de Mailza Assis (PP), Celina Leão (PP), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Vicentinho Júnior (PSDB), respectivamente, acrescentaram as fileiras da direita, enquanto o triunfo de Omar Aziz (PSD) no Amazonas e de Cadu de Lula (PT) no Rio Grande do Norte aumentaram a base alinhada ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente pela quarta vez.

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Em 2022, a esquerda ocupava nove governos estaduais. A virada deste ano está na conta de capixabas, maranhenses e paraenses, que elegeram opositores de Renato Casagrande (PSB), Carlos Brandão (PSB) e Helder Barbalho (MDB) para comandar os executivos estaduais.

O número mostra que há nos estados um fenômeno similar de avanço da oposição como visto no Congresso Nacional, em que o PL de Flávio Bolsonaro terá 121 deputados e 29 senadores.

A esquerda manteve a tradição de estar concentrada no Nordeste, com cinco dos nove estados. Já a direita domina por completo o Sudeste, Centro-Oeste e Sul –neste último, os três governadores serão do PL: os eleitos Sergio Moro (Paraná) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul) e o reeleito Jorginho Mello (Santa Catarina).

Os três maiores estados em população – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – também voltaram a repetir uma tendência que se mantém desde 2018, mantendo nomes da direita no comando: respectivamente, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Douglas Ruas (PL).

Governadores da direita

  • Acre: Mailza Assis (PP);
  • Alagoas: João Henrique Caldas (PSDB);
  • Amapá: Dr. Furlan (PSD);
  • Distrito Federal: Celina Leão (PP);
  • Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos);
  • Goiás: Daniel Vilela (MDB);
  • Maranhão: Eduardo Braide (PSD);
  • Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos);
  • Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP);
  • Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos);
  • Pará: Dr. Daniel (Podemos);
  • Paraná: Sergio Moro (PL);
  • Pernambuco: Raquel Lyra (PSD);
  • Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL);
  • Rio Grande do Sul: Zucco (PL);
  • Rondônia: Marcos Rogério (PL);
  • Roraima: Arthur Henrique (PL);
  • Santa Catarina: Jorginho Mello (PL);
  • São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos);
  • Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD);
  • Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB).

Governadores da esquerda

  • Amazonas: Omar Aziz (PSD);
  • Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT);
  • Ceará: Elmano de Freitas (PT);
  • Paraíba: Lucas Ribeiro (PP);
  • Piauí: Rafael Fonteles (PT);
  • Rio Grande do Norte: Cadu de Lula (PT).

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