Política

7 de Setembro: veja como governistas e oposição se preparam para ir às ruas

Enquanto aliados de Bolsonaro falam em "resgatar a independência", deputados do PT defendem que a data seja marcada por apoio à "soberania"

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Warley Júnior
05/09/2025, 13:42 • Atualizado em 05/09/2025, 13:46
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Concentração em ato de 7 de setembro, em Brasilia | Distribuição/EBC

Concentração em ato de 7 de setembro, em Brasilia | Distribuição/EBC

Parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocaram manifestações para o 7 de Setembro em defesa da anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. No mesmo dia, parlamentares da base do governo têm convocado apoiadores para ocupar as ruas.

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Oposição

Além da pauta principal, os organizadores também têm defendido o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), escreveu nas redes sociais que a mobilização terá como meta “resgatar a independência”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que “seremos milhões de brasileiros nas ruas, unidos em um só grito de liberdade. Não apenas pelo presidente Bolsonaro, mas por todos aqueles que hoje sofrem com a tirania de poucos”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também reforçou o chamado, afirmando que a presença nas ruas é necessária para enfrentar o ministro Alexandre de Moraes.

“Nós não sabemos quando sairemos vitoriosos. Quando vamos conseguir mudar esse país. Quando vamos derrotar o Moraes. Quando vamos nos livrar dos corruptos e imorais dessa nação. Ou até mesmo quando vamos vencer a esquerda”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.

Governistas

Enquanto a oposição se organiza em torno da pauta da anistia, parlamentares da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também têm chamado apoiadores para ocupar as ruas no 7 de Setembro.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) afirmou que o ato será uma manifestação em defesa da soberania nacional e em apoio a medidas do governo, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a redução da jornada de trabalho e a ampliação do orçamento público.

“No 7 de Setembro estaremos na grande manifestação em defesa da soberania nacional. Vamos às ruas defender o governo do presidente Lula”, disse Solla.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) reforçou a convocação. “Não é só sobre independência, é sobre reafirmar que o Brasil é dos brasileiros!”.

Enquanto o deputado Paulão (PT-AL), em vídeo publicado nas redes, destacou que defender a data é também defender a soberania diante de pressões externas. “Defender o 7 de Setembro é defender o Brasil, é defender o povo brasileiro. É defender a nossa soberania de países que pensam que aqui é o seu quintal”, acrescentou.

Anistia na Câmara

A discussão sobre o projeto de lei da anistia segue em aberto no Congresso. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), se comprometeu a pautar a proposta, mas ainda não há cronograma definido. Segundo ele, a escolha do relator deve recair sobre um nome de partido ligado ao Centrão.

A previsão dos líderes é que a votação do requerimento de urgência para o projeto aconteça após o término do julgamento da tentativa de golpe no STF, marcado para ser concluído no dia 12 de setembro.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), classificou a proposta como uma afronta à Corte e à Constituição. “Esse pedido de anistia é um escândalo. Está acontecendo um julgamento do Supremo. Colocar esse assunto do PL só tem um objetivo: atrapalhar, tumultuar. É um desrespeito contra o Supremo. Então a gente vai lutar para que não seja pautado, até porque ele é inconstitucional”, disse ao SBT News.

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