Política

PL da anistia: Oposição articula texto que beneficia Jair Bolsonaro

Segundo o líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, a proposta deve avançar logo após o fim do julgamento de Bolsonaro

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Soane Guerreiro, Márcia Lorenzatto

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse nesta quarta-feira (3) que a oposição está articulando uma versão alternativa do projeto de lei da anistia para prever o perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Entendemos que o texto agora terá que contemplar o presidente Jair Bolsonaro porque o julgamento dele a gente nem precisa esperar, porque ele já está condenado com antecipação. E os crimes que o presidente Bolsonaro será condenado são os mesmos crimes da Débora do batom. Então, para nós, a anistia vale para todas as pessoas, inclusive para o presidente Bolsonaro", afirmou o parlamentar em entrevista ao SBT News.

Segundo Sóstenes, a oposição aguarda a indicação do nome do parlamentar que será o relator do projeto, a partir do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para depois apresentar as sugestões de mudança. Tudo indica que Motta irá indicar um relator que seja de algum partido do chamado centrão.

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“Nós temos uma sugestão ao relator de texto e a gente espera que a anistia seja o texto constitucional, a anistia ampla, geral e irrestrita para todos os cinco crimes que estão sendo condenados injustamente", disse.

A previsão é que Motta dê andamento à votação da urgência do PL da anistia na semana seguinte ao fim do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para ser encerrado no dia 12 de setembro.

Base do governo

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), avalia a proposta como uma afronta ao STF e considera que ela fere a Constituição.

“Esse pedido de anistia é um escândalo. Está acontecendo um julgamento do Supremo. Começou o julgamento. Colocar esse assunto do PL só tem um objetivo: atrapalhar, tumultuar. É um desrespeito contra o Supremo. Então a gente vai lutar para que não seja pautado, até porque ele é inconstitucional”, disse o deputado ao SBT News.

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