Política

BC reforça Selic em 15% por período "bastante prolongado" e mantém cautela em meio às tarifas dos EUA

Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano pela segunda vez seguida, essa é a maior taxa desde julho de 2006, quando era de 15,25%

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Banco Central | Divulgação

O Banco Central divulgou que a Selic, taxa básica de juros da economia, deve ficar em 15% por período "bastante prolongado". A decisão é compatível com a estratégia para levar a inflação em direção à meta.

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Segundo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (23), após uma firme elevação de juros, optaram por interromper o ciclo e "avaliar os impactos acumulados".

"Agora, na medida em o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta", acrescentam.

Na última quarta-feira (17), o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano pela segunda vez seguida, essa é a maior taxa desde julho de 2006, quando era de 15,25%. A decisão se baseia em uma necessidade de controle de inflação, como detalha o Banco Central.

A preocupação também gira em torno da conjuntura política econômica nos Estados Unidos. "Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica", afirmam.

Ainda, o BC deixou claro que os passos futuros da política monetária "poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o clico de ajuste caso julgue apropriado". A autarquia também julgou que o Brasil apresenta “certa moderação no crescimento”, mas afirma que o mercado de trabalho “ainda mostra dinamismo”.

IPCA

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, anualizado em agosto foi de 5,13%. No entanto, o objetivo central do Banco Central é chegar em 3%. A projeção é que, no primeiro trimestre de 2025, o IPCA atinja 3,4%.

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