Base do governo e centrão se articulam por relatório paralelo na CPMI do INSS
Após o STF barrar a prorrogação, CPMI do INSS tem 48 horas para analisar e votar relatório final


Ranier Bragon
Com a negativa do Supremo Tribunal Federal (STF) de obrigar a prorrogação da CPMI do INSS, a base do governo e o centrão no Congresso dizem que vão trabalhar pela aprovação de um texto paralelo ao do relator, o oposicionista Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
A CPMI tem apenas esta sexta (27) e sábado (28) para discutir e aprovar um relatório que, segundo Gaspar, tem mais de 5 mil páginas e mais de 200 sugestões de indiciamento.
O governo, em aliança com o centrão, tem maioria na comissão apesar de, por um tropeço inicial, ter permitido a eleição como presidente do senador Carlos Viana (Podemos-MG), também de oposição.
Governo e centrão atuaram quase sempre na tentativa de blindagem de investigações que atingiam o governo, em especial em relação ao filho mais velho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva.
Embora as suspeitas sobre Lulinha nãos atinjam o centrão, o grupo tem agido em alinhamento ao governo em espera de reciprocidade no caso Master.
“Nós vamos apresentar em relatório e vamos apresentar em relatório”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
“Vamos aguardar a apresentação do relatório. Se for tendencioso como aparenta que será, iremos apresentar outro”, disse o deputado Alencar Santana (PT-SP).
Caso o relatório que Gaspar deve apresentar nesta sexta seja rejeitado pela maioria, pode ser votado um relatório paralelo, apresentado pela maioria.
Há, inclusive a possibilidade de a CPMI terminar sem um relatório aprovado.








