Política

Lira avisa que isenção do IR "vai onerar" e indica que compensação segue em aberto

Texto que isenta do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil deve ser votado nesta quarta (1º) no plenário da Câmara

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O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) disse nesta terça-feira (30) que o texto que garante a isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil ainda está em discussão. Ele avisou que a proposta "vai onerar" e que a compensação será a discussão do plenário.

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A promessa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é colocar o texto em votação nesta quarta-feira (1º). E a fala de Lira, que é o relator da matéria na Casa, foi durante uma reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília.

"Ninguém vai se posicionar contra a isenção dos R$ 5 mil [total] ou dos R$ 7.350 [parcial]. A discussão que nós temos que fazer claramente é o que é que cabe ainda no texto, o que é possível colocar responsavelmente no texto", afirmou aos parlamentares do grupo.

Lira pediu unidade e fez um apelo para que os deputados construam uma solução juntos e "enfrentem o discurso sem medo". O ex-presidente da Câmara indicou a necessidade de se discutir formas de proteção a setores específicos, como o agro, além de estados e municípios.

"Como é que a gente garante que estados municípios não percam com arrecadação já na fonte? O que é que a gente pode [fazer para] proteger setores importantes como agricultura, como construção civil, como nossos projetos estruturantes... e não cobrar de fundos soberanos, que fazem investimentos estruturantes no Brasil?", ponderou.

O relator se mostrou preocupado com as formas de compensação da isenção para garantir que cerca de 16 milhões de brasileiros tenham isenção parcial ou total do imposto. E deu indicativos de que, neste ponto, às vésperas da votação, o texto ainda está em aberto.

"A compensação vai ser a discussão do plenário. Nós vamos compensar em 10% em cima de todo mundo? Nós vamos querer excepcionalizar advogado, engenheiro, arquiteto, como fizemos lá no projeto de 2021 na questão dos dividendos? Ou nós vamos encontrar outra solução?", questionou.

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