Após nova internação, defesa de Bolsonaro insiste em domiciliar e compara situação à de Collor
Advogado Paulo Cunha Bueno citou concessão de prisão domiciliar humanitária a Collor por quadro de saúde que considerou "minúsculo" em relação ao de Bolsonaro


SBT News
O advogado Paulo Cunha Bueno, responsável por chefiar a defesa de Jair Bolsonaro (PL), voltou a insistir na concessão de prisão domiciliar depois que o ex-presidente foi internado na manhã desta sexta-feira (13) com um quadro de vômito e mal-estar. Ele foi levado da Papudinha para o hospital DFStar, onde passa por bateria de exames.
Bueno comparou a situação de Bolsonaro com a do também ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado a quase 9 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no ano passado. Em maio, Collor teve concedido um pedido de cumprimento da pena em casa por razões humanitárias após apresentar um diagnóstico de doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno bipolar.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente", afirmou Bueno pelas redes sociais.
Para ele, o quadro de saúde do ex-presidente – que também trata uma apneia do sono e usa um medicamento para suprimir a produção de ácido gástrico no estômago, dada as queixas de refluxo e soluço – demonstra que o estado de saúde de Collor é “minúsculo em relação ao do presidente Bolsonaro".
“É premente que esse estado de coisas seja equilibrado, respeitando-se a recomendação da equipe médica quanto à custódia domiciliar, sob pena de a máxima orwelliana de que “todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”, torne-se o epigrama dessa lawfare", disse o advogado.
No início do mês, o ministro Alexandre de Moraes voltou a negar um pedido de transferência para a prisão domiciliar. Na decisão, Moraes afirmou que a penitenciária atendia "integralmente" às necessidades médicas de Bolsonaro e permitia o recebimento de "numerosas visitas de familiares, amigos, parentes e aliados políticos".
Conforme os registros anexados aos autos, de 15 de janeiro a 2 de março, Bolsonaro recebeu atendimento médico "permanente e diário" em 144 ocasiões – ou seja, uma média de três vezes ao dia –, além de 13 sessões de fisioterapia e 13 caminhadas pelas dependências do 19º Batalhão, prática registrada como atividade física.









