Alvo de operação da PF por fraude bancária, ex-sócio da Fictor é integrante do "Conselhão" de Lula
Nomeado em 2025 e com mandato até 2027, Luiz Phillippe Rubini é investigado pela Polícia Federal em caso de fraude bancária


Hariane Bittencourt
Alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (25), o empresário Luiz Phillippe Rubini integra o chamado "Conselhão" do governo Lula (PT).
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), nome oficial do órgão, foi recriado pelo presidente em 2023.
Luiz Phillippe Rubini foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão. A PF investiga uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. Segundo a polícia, o prejuízo causado pelo grupo deve superar R$ 500 milhões.
Ex-sócio do Grupo Fictor, Rubini foi nomeado para fazer parte do grupo em agosto de 2025.
Ele é descrito na página da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) como conselheiro por seu destaque "nas áreas de tecnologia, investimentos e agronegócio".
O "Conselhão" é um órgão consultivo da Presidência da República criado para ser ponte entre governo e sociedade civil.
O grupo reúne representantes de diversos setores para assessorar o presidente na tomada de decisões em segmentos como economia, meio ambiente e desenvolvimento social. Os membros participam de forma voluntária, sem o recebimento de salário.
Como mostrou o SBT News, o Grupo Fictor ganhou notoriedade por ter feito uma proposta de aquisição do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, às vésperas de o Banco Central (BC) decretar a liquidação do banco.
Depois disso, em fevereiro, a Fictor entrou com pedido de recuperação judicial.
O mandato de Rubini no "Conselhão" é válido até março de 2027.
O SBT News procurou o governo federal para comentar o caso, mas não obteve resposta até o momento. A reportagem também tenta conta com a defesa de Rubini. O espaço segue aberto.









