Brasil

Apenas 20% concordam com frase “bandido bom é bandido morto”, aponta pesquisa

Estudo do Instituto Sou da Paz aponta apoio a polícia mais preparada, aplicação das leis e uso de câmeras corporais

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Naiara Ribeiro
19/05/2026, 10:02 • Atualizado em 19/05/2026, 10:02
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Polícia | Reprodução Rovena Rosa/Agência Brasil

Polícia | Reprodução Rovena Rosa/Agência Brasil

A maioria dos brasileiros defende soluções para a segurança pública baseadas no preparo das polícias, aplicação das leis e redução da circulação de armas no país. É o que mostra uma pesquisa nacional divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Sou da Paz e realizada pela OMA Pesquisa entre novembro e dezembro de 2025, que ouviu 1.115 pessoas em entrevistas presenciais.

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O que diz a pesquisa:

  • 82% apoiam o uso de câmeras corporais por policiais
  • 65% acreditam que o país precisa de uma polícia melhor e mais preparada
  • 73% afirmam que mais armas em circulação geram mais violência
  • 77% afirmam que armas compradas legalmente também podem ser usadas em crimes após serem desviadas para o mercado ilegal
  • 73% acreditam que criminosos devem ser julgados e presos pelos crimes cometidos
  • 55% defendem a aplicação das leis já existentes a todos os criminosos
  • 39% apoiam o aumento das penas
  • 60% são contra o acesso a armas de fogo dentro de casa
  • Apenas 20% concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”
  • 73% dizem que nenhum bandido é bom; todos devem ser julgados, punidos e presos

Sensação de insegurança continua alta

O levantamento mostra que a insegurança ainda faz parte da percepção da maior parte da população brasileira. Segundo o estudo, 94% dos entrevistados afirmam perceber algum grau de violência na cidade onde vivem.

A sensação de segurança aumenta conforme a proximidade do local analisado. Enquanto 32% dizem se sentir seguros na cidade onde moram, o índice sobe para 47% quando a pergunta é sobre o bairro e chega a 59% em relação à própria rua.

A pesquisa também aponta diferenças na percepção entre homens e mulheres. Entre as entrevistadas, 74% afirmam se sentir inseguras nas cidades onde vivem.

Outro dado do levantamento mostra que 83% dos participantes identificam a violência contra a mulher como um problema presente nas cidades brasileiras.

Roubo e celular entre os crimes mais citados

Os roubos aparecem entre os crimes mais associados ao cotidiano da população.

Segundo a pesquisa, 91% dos entrevistados afirmam que roubos são frequentes nas cidades onde vivem. O roubo de celular aparece entre os casos mais mencionados e foi citado por 89% dos participantes.

O estudo aponta ainda que muitas pessoas não fazem distinção entre roubo e furto, mas associam ambos à sensação constante de vulnerabilidade.

Debate sobre segurança pública

O levantamento também avaliou a percepção da população sobre possíveis soluções para a violência.

Segundo a pesquisa, apenas 32% acreditam que aumentar o número de policiais nas ruas melhora a segurança pública. Já a maior parte dos entrevistados (65%) defende investimento em preparo policial.

Para a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, os dados mostram que frases de efeito sobre segurança pública perderam força entre a população. Segundo ela, os brasileiros estão cansados de promessas antigas e buscam soluções mais eficazes para enfrentar a violência no dia a dia. “Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, afirmou.

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