Em entrevista, deputado afirmou que eleição está prejudicada por “armadilha da radicalização”
SBT News
09/07/2026, 17:34 • Atualizado em 09/07/2026, 17:48
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Aécio Neves fala ao microfone (Divulgação/Câmara dos Deputados)
O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) não vai mais reeditar neste ano a corrida que quase o levou à Presidência da República em 2014. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Aécio afirmou que o partido deve se manter neutro no primeiro turno para não se contaminar pela “armadilha da radicalização política” entre os polos formados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), herdeiro do espólio eleitoral deixado pelo pai, Jair Bolsonaro.
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Aécio também disse não ter batido o martelo sobre concorrer ao Senado por Minas, cargo que ocupou de 2011 a 2019. A missão principal que prioriza é recompor a força do partido e “iniciar a construção de um projeto vigoroso para 2030".
“O caminho natural hoje, depois de discutirmos até as possibilidades de uma candidatura, é o apoio a uma candidatura no centro. Mas o que nós percebemos é que, a três meses das eleições, ficou muito difícil furar essa bolha. Então, vamos dar um passo atrás para dar vários na frente e construir um projeto de Brasil a partir de agora já nestas eleições", disse Aécio.
Antes de aventar a possibilidade de disputar a presidente, Aécio sondou outra possibilidade: a de colocar o ex-ministro Ciro Gomes, recém-regresso ao partido. Mas Ciro preferiu a missão de disputar o governo do Ceará, onde lidera sob o atual governador Elmano de Freitas (PT).
A avaliação do deputado mineiro é de que, em um segundo turno entre Flávio e Lula, as forças políticas do partido se dividam entre 70% e 30%, com os tucanos principalmente do Nordeste inclinados a apoiar Lula – com exceção de Ciro.
Ainda assim, Aécio deu ênfase à intenção de se desgrudar de ambos os pólos para virar uma força alternativa nos próximos 4 anos. O partido, que chegou a governar 8 estados em 2010 e ter 99 deputados em 1998 no segundo governo Fernando Henrique Cardoso, hoje não tem nenhum governo estadual e tem só 18 deputados.
“Qualquer um que vença as eleições, infelizmente, nós vamos ter que nos preparar para mais quatro anos de um País dividido ao meio, porque essa divisão interessa aos dois extremos, eles se alimentam dela. Por isso, nós estamos vendo um discurso do Lula mais radicalizado ultimamente, até com palavreado com que não era muito comum a ele. E em contrapartida, o que o candidato Flávio Bolsonaro faz? Ele tenta resgatar o legado do pai, reacendendo ou fortalecendo as bandeiras que fizeram o bolsonarismo crescer", criticou.
Aécio Neves desiste de concorrer à PresidênciaEm entrevista, deputado afirmou que eleição está prejudicada por “armadilha da radicalização”Política2026-07-09T17:34:26.790ZO deputado Aécio Neves (PSDB-MG) não vai mais reeditar neste ano a corrida que quase o levou à Presidência da República em 2014. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Aécio afirmou que o partido deve se manter neutro no primeiro turno para não se contaminar pela “armadilha da radicalização política” entre os polos formados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), herdeiro do espólio eleitoral deixado pelo pai, Jair Bolsonaro. Aécio também disse não ter batido o martelo sobre concorrer ao Senado por Minas, cargo que ocupou de 2011 a 2019. A missão principal que prioriza é recompor a força do partido e “iniciar a construção de um projeto vigoroso para 2030". “O caminho natural hoje, depois de discutirmos até as possibilidades de uma candidatura, é o apoio a uma candidatura no centro. Mas o que nós percebemos é que, a três meses das eleições, ficou muito difícil furar essa bolha. Então, vamos dar um passo atrás para dar vários na frente e construir um projeto de Brasil a partir de agora já nestas eleições", disse Aécio. Antes de aventar a possibilidade de disputar a presidente, Aécio sondou outra possibilidade: a de colocar o ex-ministro Ciro Gomes, recém-regresso ao partido. Mas Ciro preferiu a missão de disputar o governo do Ceará, onde lidera sob o atual governador Elmano de Freitas (PT). A avaliação do deputado mineiro é de que, em um segundo turno entre Flávio e Lula, as forças políticas do partido se dividam entre 70% e 30%, com os tucanos principalmente do Nordeste inclinados a apoiar Lula – com exceção de Ciro. Ainda assim, Aécio deu ênfase à intenção de se desgrudar de ambos os pólos para virar uma força alternativa nos próximos 4 anos. O partido, que chegou a governar 8 estados em 2010 e ter 99 deputados em 1998 no segundo governo Fernando Henrique Cardoso, hoje não tem nenhum governo estadual e tem só 18 deputados. “Qualquer um que vença as eleições, infelizmente, nós vamos ter que nos preparar para mais quatro anos de um País dividido ao meio, porque essa divisão interessa aos dois extremos, eles se alimentam dela. Por isso, nós estamos vendo um discurso do Lula mais radicalizado ultimamente, até com palavreado com que não era muito comum a ele. E em contrapartida, o que o candidato Flávio Bolsonaro faz? Ele tenta resgatar o legado do pai, reacendendo ou fortalecendo as bandeiras que fizeram o bolsonarismo crescer", criticou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/aecio-neves-desiste-de-concorrer-a-presidencia