“Abin paralela”: Investigação aponta que equipe de Ramagem tentou esconder relatório de espionagem sobre caso de Renan Bolsonaro
Policiais federais cedidos à Abin investigaram ex-sócio do filho 04 do ex-presidente; agência avalia que o arquivamento de sindicância do caso foi precipitado
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Caio Crisóstomo
21/02/2025, 20:20 • Atualizado em 21/02/2025, 20:20
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Entrada da Agência Brasileira de Inteligência | Antonio Cruz/Agência Brasil
Uma investigação da Polícia Federal (PF) indica que a equipe do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, hoje deputado federal, tentou esconder o relatório interno sobre a operação de espionagem ilegal contra pessoas ligadas a Renan Bolsonaro, filho 04 do ex-presidente do PL.
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A informação consta em uma sindicância interna -arquivada pela antiga gestão da corregedoria da Abin- em que mostra que os frequentes acessos da equipe de Ramagem ao relatório interno. Foram produzidas cerca de 19 versões do mesmo documento.
No entanto, ela só indicou a participação de Marcelo Bormevet e Giancarlos Rodrigues na operação clandestina de Renan Bolsonaro.
Recentemente, a equipe de investigação da PF pediu atualizações sobre o caso para a Abin.
Em resposta, a agência alegou discordar do arquivamento feito pela ex-corregedora por excluir dois agentes -ainda não identificados- que também teriam participado da operação ilegal.
Segundo fontes da Abin ouvidas pelo SBT News, há expectativa de que o caso seja revisto pela CGU e os dois agentes sejam incluídos.
Por outro lado, os investigadores da PF avaliam que o caso já é investigado no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CGU.
O SBT News procurou a Abin e Ramagem para questionar sobre a suposta tentativa de esconder o relatório interno.
Espionagem Renan Bolsonaro
Um relatório da PF divulgado em 2024, indica que um policial federal que atuava na Abin espionou Allan Lucena, ex-sócio de Jair Renan, em uma empresa de eventos.
À época, o filho 04 do ex-presidente era investigado por tráfico de influência e lavagem de dinheiro pela PF. O caso foi arquivado.
Outro espionado foi o empresário Luís Felipe Belmonte, que pagou os custos de reforma na empresa de Jair Renan.
“Abin paralela”: Investigação aponta que equipe de Ramagem tentou esconder relatório de espionagem sobre caso de Renan BolsonaroPoliciais federais cedidos à Abin investigaram ex-sócio do filho 04 do ex-presidente; agência avalia que o arquivamento de sindicância do caso foi precipitadoPolítica2025-02-21T20:20:47.180ZUma investigação da Polícia Federal (PF) indica que a equipe do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, hoje deputado federal, tentou esconder o relatório interno sobre a operação de espionagem ilegal contra pessoas ligadas a Renan Bolsonaro, filho 04 do ex-presidente do PL. A informação consta em uma sindicância interna -arquivada pela antiga gestão da corregedoria da Abin- em que mostra que os frequentes acessos da equipe de Ramagem ao relatório interno. Foram produzidas cerca de 19 versões do mesmo documento. +
Em 2024, próximo de acabar o seu mandato, a ex-corregedora da Abin Lidiane dos Santos arquivou o caso e encaminhou os materiais para Controladoria-Geral da União (CGU). No entanto, ela só indicou a participação de Marcelo Bormevet e Giancarlos Rodrigues na operação clandestina de Renan Bolsonaro. Recentemente, a equipe de investigação da PF pediu atualizações sobre o caso para a Abin. Em resposta, a agência alegou discordar do arquivamento feito pela ex-corregedora por excluir dois agentes -ainda não identificados- que também teriam participado da operação ilegal. Ao receber a resposta, PF enviou o documento para a CGU, responsável por analisar todos os casos de agentes públicos suspeitos de integrar a Abin paralela.
+ Segundo fontes da Abin ouvidas pelo SBT News, há expectativa de que o caso seja revisto pela CGU e os dois agentes sejam incluídos. Por outro lado, os investigadores da PF avaliam que o caso já é investigado no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CGU. O SBT News procurou a Abin e Ramagem para questionar sobre a suposta tentativa de esconder o relatório interno. Espionagem Renan Bolsonaro Um relatório da PF divulgado em 2024, indica que um policial federal que atuava na Abin espionou Allan Lucena, ex-sócio de Jair Renan, em uma empresa de eventos. À época, o filho 04 do ex-presidente era investigado por tráfico de influência e lavagem de dinheiro pela PF. O caso foi arquivado. Outro espionado foi o empresário Luís Felipe Belmonte, que pagou os custos de reforma na empresa de Jair Renan. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/abin-paralela-investigacao-aponta-que-equipe-de-ramagem-tentou-esconder-relatorio-de-espionagem-de-renan-bolsonaro