Política

Master: 74,3% dizem acreditar que Wagner recebeu vantagens

Segundo pesquisa Atlas/Bloomberg, maioria dos eleitores acham que operação da PF contra o senador prejudica o governo Lula

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Ighor Nóbrega
O senador Jaques Wagner (PT-BA) | Carlos Moura/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) | Carlos Moura/Agência Senado

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2) mostra que três em cada quatro pessoas acreditam que o senador Jaques Wagner (PT) recebeu vantagens indevidas do Banco Master.

Ao levantamento, 93,9% dos entrevistados disseram saber que o então líder do governo Lula no Senado foi alvo de operação da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram as fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Destes, 71,4% afirmaram que acompanharam o caso de perto e 22,5%, que ouviram falar, mas com poucos detalhes.

Dentro do recorte dos que ficaram sabendo da operação, 74,3% acham que Jaques foi beneficiado de forma ilícita pela instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

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Só 9,4% disseram que o ex-governador não recebeu vantagens do grupo comandado por Vorcaro.

Jaques Wagner se afastou da liderança do governo no Senado enquanto responde às investigações da PF. Entre os elementos citados estão o recebimento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master. Os agentes também apreenderam US$ 55 mil e € 33 mil em espécie em residências do senador em Brasília. O petista nega irregularidades.

A pesquisa também questionou os eleitores sobre o impacto que a investigação contra o senador tem sobre o presidente Lula, pré-candidato à reeleição.

A maior parte dos entrevistados (37,8%) disse que o suposto envolvimento de Wagner no esquema do Master “é um problema exclusivamente pessoal do senador”. É quase o mesmo percentual (35,6%) dos que afirmaram que o caso “afeta diretamente o presidente Lula”. Outros 23,5% veem impacto parcial no governo federal.

Sobre o impacto na imagem do governo Lula, o resultado foi:

  • piora muito – 39,6%;
  • não afeta – 36,2%;
  • piora um pouco – 17,5%;
  • melhora muita – 2,4%;
  • melhora um pouco – 2,0%.

Jaques Wagner foi mais um dos políticos e autoridades envolvidas nas investigações da PF no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes do Banco Master.

Reflexo disso é a divisão dos eleitores na percepção de qual grupo político é o mais afetado pela operação. Na opinião de 37,6%, aliados de Lula são os principais envolvidos no esquema. E 36% acreditam que os aliados de Flávio Bolsonaro (PL) são mais implicados no caso.

Para 17,1%, o envolvimento é igualmente distribuído entre direita e esquerda. Enquanto 6,1% acham que o centrão é o principal alvo.

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