Política

PSDB não terá candidato próprio para a prefeitura de São Paulo

Em entrevista ao SBT News, presidente municipal do partido defendeu apoio à reeleição de Ricardo Nunes (MDB)

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Emanuelle Menezes
23/03/2023, 23:30 • Atualizado em 31/10/2023, 17:08
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Fernando Alfredo, de camisa branca e óculos. Ao fundo, um quadro de Bruno Covas

Fernando Alfredo, de camisa branca e óculos. Ao fundo, um quadro de Bruno Covas

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"Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou". A frase, atribuída ao ex-governador de Minas Gerais Magalhães Pinto (1909-1996), foi a escolhida por Fernando Alfredo, presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, para falar sobre as eleições de 2024 e os movimentos do partido na corrida para a prefeitura da maior capital do país.

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O PSDB, que pela primeira vez em 28 anos não governa o estado de São Paulo e que perdeu a presidência da Assembleia Legislativa em 2023, ainda é uma grande força municipal. O partido tem a maior bancada de vereadores de São Paulo, empatado com o PT: oito. 

Eleitos para comandar a cidade em 2020, com a vitória de Bruno Covas, os tucanos precisaram se reestruturar após a morte do mandatário, ocorrida em maio de 2021 em decorrência de um câncer no aparelho digestivo. A decisão, então, foi a de dar suporte ao vice da chapa, alçado a prefeito: Ricardo Nunes, do MDB. 

Fernando Alfredo (à direita) entrega um quadro de Bruno Covas para o prefeito Ricardo Nunes | Reprodução/Acervo Pessoal

E essa decisão deve se repetir nas próximas eleições municipais, de 2024, quando Nunes tentará a reeleição. É o que diz o presidente do PSDB em São Paulo, Fernando Alfredo, em entrevista exclusiva ao SBT News.

"Não foi fácil, né? A gente lutou tanto para ter o prefeito e quando a gente chega no auge, o prefeito [Bruno Covas] por uma questão de problema sério de saúde nos deixou. Passado isso, a gente começou em um processo interno do partido de amadurecimento, no sentido de que hoje nós devemos caminhar com o prefeito Ricardo Nunes. A primeira vez na história que o PSDB pode ser que não tenha candidato a prefeito", diz ele.

Embora cedo - e reconhecendo que a política é como uma nuvem - Fernando acredita, e trabalha, para que a candidatura de Ricardo Nunes se realize. O PSDB, nessa conjuntura, reivindicaria a vaga à vice-prefeitura.

"Hoje a posição do partido é caminhar sim para a reeleição do prefeito Ricardo Nunes e é óbvio pleiteando a indicação da vice-prefeitura, que é legítimo para o PSDB, uma vez que a gente tem que ter um suporte. Temos tamanho para pleitear isso, nós temos hoje oito vereadores", afirma o presidente. 

Paulistanos conhecem pouco do atual prefeito

Um levantamento feito com 1012 eleitores paulistanos pela Paraná Pesquisas, entre os dias 23 e 26 de fevereiro de 2023, revelou que 60,9% não souberam dizer, espontaneamente, quem é o prefeito em exercício na cidade de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais, com confiança de 95%.

Perguntado se o PSDB se arriscaria a apoiar um candidato desconhecido dos eleitores, Fernando afirmou que "é normal o desconhecimento da população". Para ele, o nome de Nunes se tornará mais conhecido ao longo desse mandato, com apresentação de resultados.

"O conhecimento do prefeito vai se dar ao longo da apresentação desses resultados que a cidade já tem colhido. O prefeito Ricardo Nunes hoje é o prefeito que administra o maior orçamento da história de São Paulo, então ele tem uma responsabilidade muito grande e assim ele tem feito. Então daqui a pouco começa o momento que ele tem mais agendas externas e começa a aparecer mais", declara.

Na mesma pesquisa, os entrevistados também responderam sobre intenção de voto. Se a eleição municipal fosse hoje, Ricardo Nunes não iria nem para o segundo turno, já que ele não figurou entre os preferidos dos eleitores. A frente dele na pesquisa estimulada, por exemplo, estava Rodrigo Garcia (PSDB), ex-governador de São Paulo que não conseguiu se reeleger em 2022. O presidente da sigla afirma que, mesmo assim, Garcia não será uma opção do PSDB.

"Estive com o Rodrigo semana passada em um almoço, ele estava de férias do curso que ele está fazendo nos Estados Unidos. Ele me disse que não é candidato, que não tem esse projeto, que ele está estudando agora. Então o partido, nesse momento, nem aventa uma candidatura do ex-governador Rodrigo Garcia, porque ele disse para mim pessoalmente que não tem essa vontade", conclui Fernando Alfredo.

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