Venda de decisões: PF mira suspeitos de vazar e até comercializar informações de investigações
Nona fase da força-tarefa Sisamnes cumpre mandados em Palmas; também nesta semana, Polícia Federal revelou esquema para espionar e matar autoridades
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Felipe Moraes
Polícia Federal | Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (30), nova e nona fase da operação Sisamnes, que apura compra e venda de decisões judiciais em Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ação de hoje, agentes cumprem três mandados de busca e apreensão em Palmas, capital de Tocantins, contra suspeitos de "vazamento e comercialização de informações sigilosas" de investigações da própria PF.
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Ordens judiciais foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça também proibiu dois alvos de manterem contato e de saírem do país, com recolhimento de passaportes.
Segundo a corporação, alvos de investigações "teriam tido acesso antecipado a detalhes de operações policiais, comprometendo a eficácia das medidas judiciais que seriam implementadas". A nona fase da Sisamnes também busca apurar "privilégios ilegais concedidos" a um dos suspeitos presos em outra etapa da força-tarefa.
"Caça-comunistas": grupo cobrava altas quantias para espionar e matar autoridades
A PF deflagrou nesta semanaoutras duas fases da operação Sisamnes. Na quarta (28), a sétima etapa da força-tarefa revelou existência de uma espécie de "empresa de extermínio", formada por civis e militares (da ativa e reserva). Esse grupo, autointitulado "Comando C4 (Comando de Caça-Comunistas, Corruptos e Criminosos)", cobrava até R$ 250 mil para espionagem e "homicídios sob encomenda" de pessoas comuns e autoridades.
Tabela reúne preços e armamentos do grupo "Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos" | Reprodução
Uma tabela encontrada pela investigação mostra valores e detalhes como carros, equipamentos, armamentos, disfarces e estratégias para monitorar possíveis alvos, como locação temporária de apartamentos ou casas. O documento fala ainda em "utilização de garotas e garotos de programa" como "iscas".
As cinco pessoas presas na quarta são suspeitas de terem atuado como mandantes ou autores do assassinato a tiros do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, em Cuiabá, crime considerado ponto de partida para descoberta do esquema de venda de sentenças.
Nessa quinta (29), a oitava fase da Sisamnes afastou magistrado vinculado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspeito de envolvimento em esquema de propinas milionárias em troca de decisões judiciais. A Justiça recolheu passaportes e sequestrou bens e valores que totalizam cerca de R$ 30 milhões.
Venda de decisões: PF mira suspeitos de vazar e até comercializar informações de investigaçõesNona fase da força-tarefa Sisamnes cumpre mandados em Palmas; também nesta semana, Polícia Federal revelou esquema para espionar e matar autoridadesCidades2025-05-30T11:39:44.651ZA Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (30), nova e nona fase da operação Sisamnes, que apura compra e venda de decisões judiciais em Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ação de hoje, agentes cumprem três mandados de busca e apreensão em Palmas, capital de Tocantins, contra suspeitos de "vazamento e comercialização de informações sigilosas" de investigações da própria PF. Ordens judiciais foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça também proibiu dois alvos de manterem contato e de saírem do país, com recolhimento de passaportes. Segundo a corporação, alvos de investigações "teriam tido acesso antecipado a detalhes de operações policiais, comprometendo a eficácia das medidas judiciais que seriam implementadas". A nona fase da Sisamnes também busca apurar "privilégios ilegais concedidos" a um dos suspeitos presos em outra etapa da força-tarefa. "Caça-comunistas": grupo cobrava altas quantias para espionar e matar autoridades A PF deflagrou nesta semana outras duas fases da operação Sisamnes. Na quarta (28), a sétima etapa da força-tarefa revelou existência de uma espécie de "empresa de extermínio", formada por civis e militares (da ativa e reserva). Esse grupo, autointitulado "Comando C4 (Comando de Caça-Comunistas, Corruptos e Criminosos)", cobrava até R$ 250 mil para espionagem e "homicídios sob encomenda" de pessoas comuns e autoridades. Uma tabela encontrada pela investigação mostra valores e detalhes como carros, equipamentos, armamentos, disfarces e estratégias para monitorar possíveis alvos, como locação temporária de apartamentos ou casas. O documento fala ainda em "utilização de garotas e garotos de programa" como "iscas". As cinco pessoas presas na quarta são suspeitas de terem atuado como mandantes ou autores do assassinato a tiros do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, em Cuiabá, crime considerado ponto de partida para descoberta do esquema de venda de sentenças. Nessa quinta (29), a oitava fase da Sisamnes afastou magistrado vinculado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspeito de envolvimento em esquema de propinas milionárias em troca de decisões judiciais. A Justiça recolheu passaportes e sequestrou bens e valores que totalizam cerca de R$ 30 milhões. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/venda-de-decisoes-pf-mira-suspeitos-de-vazar-e-ate-comercializar-informacoes-de-investigacoes