Polícia

Soldado Gisele: polícia aguarda laudos para concluir investigação sobre morte de PM

Polícia Civil aguarda resultados do Instituto de Criminalística para confirmar ou descartar versão de suicídio apresentada pelo marido da policial

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Soldado Gisele: polícia aguarda laudos para concluir investigação sobre morte de PM | Reprodução/Redes Sociais
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A investigação sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana depende agora da conclusão de laudos do Instituto de Criminalística. A partir dos resultados encontrados pelos peritos, os policiais esperam derrubar a versão de suicídio apresentada pelo marido da policial, o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

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Apesar de não acreditar na versão apresentada pelo tenente-coronel, a Polícia Civil considera que ainda não tem provas concretas para um pedido de prisão neste momento. Isso só deve acontecer ao final da investigação, caso seja comprovado que Gisele não cometeu suicídio.

O laudo considerado mais importante é o do local do crime, o apartamento do casal, no centro de São Paulo. Os peritos fizeram uma varredura nos três dormitórios, nos dois banheiros e na cozinha. Além da sala, onde o corpo estava, foram encontrados vestígios de sangue no banheiro do casal e em outros cômodos do imóvel.

Um segundo laudo aguardado pela polícia é o da reconstituição realizada no apartamento do casal, com a participação do tenente-coronel. A análise conjunta desses dois documentos pode apontar contradições importantes na versão apresentada pelo oficial da PM.

Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça. O tenente-coronel disse que a soldado teria se matado enquanto ele estava no banho, depois de uma conversa sobre um possível divórcio. A família da policial revelou que ela sofria com o ciúme do marido e queria a separação.

Resultados de exames feitos no corpo de Gisele também são aguardados. Eles devem apontar se ela estava sob efeito de entorpecente ou outra substância, se estava grávida e se há indícios de relação sexual pouco antes da morte.

Os médicos legistas encontraram marcas no rosto e no pescoço da soldado. Ela teria sofrido uma espécie de esganadura. Não foram encontradas marcas de defesa, o que indica que Gisele poderia estar desmaiada no momento do disparo.

A primeira suspeita surgiu por causa da posição da pistola, que estava encaixada na mão de Gisele. Em casos de suicídio, a arma costuma cair no chão após o disparo. Outra resposta importante que pode ser dada pela perícia tem relação com o horário do tiro. Uma vizinha disse aos policiais que ouviu o disparo às 7h28 da manhã. No entanto, a primeira ligação do tenente-coronel para a polícia só aconteceu meia hora depois.

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