Resort do Peixão: Polícia do RJ encontra nova área de lazer de chefe do tráfico do Complexo de Israel
Espaço em construção, com piscina e churrasqueira, foi localizado durante operação na Baixada Fluminense; traficante não foi encontrado


Emanuelle Menezes
A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou nesta quarta-feira (7) uma nova área de lazer atribuída ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o "Peixão", apontado como chefe do Complexo de Israel e integrante da facção Terceiro Comando Puro (TCP). O local, descrito pelos investigadores como um "resort" do criminoso, foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Segundo a polícia, o espaço estava em construção e era utilizado como área de lazer por criminosos ligados ao tráfico, com piscina, churrasqueira e símbolos associados ao grupo de Peixão, como pichações com a expressão "exército de Israel" e a Estrela de Davi, apropriada pela facção como marca.
Durante a ação, que faz parte da Operação Torniquete, agentes prenderam três criminosos que estavam escondidos em uma área de mata e apreenderam um fuzil. A ofensiva também teve como objetivo localizar um traficante conhecido como "CB", apontado como líder do tráfico na comunidade e um dos principais aliados de Peixão, que ainda não foi encontrado.
A operação reuniu equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Baixada Fluminense (DRFA-BF) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Baixada Fluminense (DRFC-BF). O foco é desarticular facções envolvidas com tráfico de drogas, roubo de veículos e roubo de cargas, crimes que, segundo a polícia, financiam a expansão territorial e a estrutura do crime organizado na região.
"Resort do crime"
Esta não é a primeira vez que áreas de lazer atribuídas a Peixão são localizadas pelas forças de segurança. Em março de 2025, a Polícia Civil demoliu um outro "resort do crime" no Complexo de Israel, na zona norte do Rio, que contava com piscina, sauna, churrasqueira e lago artificial, e que, segundo as investigações, também era usado para esconder armas e drogas.
Peixão segue foragido e é alvo de diversos mandados de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídio, tortura e roubo. Além de acumular mais de 30 anotações criminais, o traficante é investigado por impor símbolos religiosos no Complexo de Israel e por expulsar moradores de religiões de matriz africana.







