Polícia Civil mira presos em Pernambuco que aplicavam golpes e extorquiam vítimas do DF
De dentro de presídio no Recife, o grupo utilizava dados pessoais das vítimas para dar mais credibilidade às ameaças


Pedro Canguçu
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (4), uma operação para desarticular uma organização criminosa responsável por aplicar golpes de extorsão em vítimas de vários estados do país. A investigação começou em dezembro de 2025, depois que um morador de Taguatinga procurou uma acompanhante em um site na internet e, em seguida, passou a receber ligações de supostos integrantes de facções criminosas.
Durante as ameaças, os criminosos diziam que a vítima havia denunciado a atuação da facção no bairro e que, por isso, seria "julgada". Com medo, o homem acabou transferindo R$ 700 aos golpistas.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que os responsáveis pelas ligações estavam presos na Penitenciária de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Mesmo recolhidos no sistema prisional, eles passavam a madrugada fazendo ligações para vítimas em diferentes estados, exigindo transferências de dinheiro.
O grupo utilizava dados pessoais das vítimas para dar mais credibilidade às ameaças. Durante as ligações, os criminosos afirmavam que havia integrantes da facção em frente à casa da vítima e que ela poderia ser morta caso não realizasse o pagamento. Até o momento, cerca de 40 vítimas foram identificadas em diferentes regiões do país.
Ao longo da investigação, a polícia identificou 11 integrantes do grupo criminoso. Entre eles estão familiares dos detentos e um adolescente, responsáveis por habilitar linhas telefônicas e receber os valores obtidos com as extorsões. Na operação desta quarta, policiais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Igarassu, em Pernambuco. Também foi determinada a restrição de visitas na unidade prisional onde os suspeitos estão custodiados.
Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão, organização criminosa e lavagem de capitais e permanecem à disposição da Justiça.









