Prefeito de Cabedelo (PB) é afastado em operação da PF que investiga suspeita de elo com facção
Força-tarefa Cítrico apura suposta "circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado" na cidade paraibana
SBT News, Anita Prado
Prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante) | Reprodução/Instagram
O prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante), foi afastado nesta terça-feira (14) durante a deflagração da operação Cítrico, da Polícia Federal (PF). A ação investiga suspeitas de atuação do crime organizado em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no município paraibano. A força-tarefa também apura possível "financiamento de facção" atuante na cidade, com infiltração de faccionados na prefeitura local.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Agentes federais cumprem 21 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares pessoais determinadas pela Justiça. A ação contou com apoio do Ministério Público paraibano (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo a PF, o esquema "esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas a grupo criminoso, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo".
A "circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado" e a "utilização de contratos administrativos" serviam como "instrumento de manutenção de poder, de influência territorial e de blindagem institucional".
A apuração ainda revelou, de acordo com a PF, uma espécie de "consórcio entre os suspeitos, voltados à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas".
Os suspeitos poderão responder por crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, de desvio de recursos públicos, de lavagem de dinheiro e de financiamento de organização criminosa. Outros ilícitos também podem ser identificados ao longo da investigação.
Em nota, a defesa do prefeito afirma que ele "jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública".
Leia a nota na íntegra:
A defesa do Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, vem a público esclarecer que recebe com serenidade a decisão que determinou seu afastamento cautelar, medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa.
Reafirma-se a absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos, certo de que, no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.
O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública.
Cumpre destacar, inclusive, que na data de ontem (13), foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal projeto de lei de caráter “antifacção”, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa, iniciativa que reforça, de modo inequívoco, o seu compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e o enfrentamento firme à criminalidade.
A defesa confia plenamente nas instituições e no restabelecimento da verdade, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final.
Prefeito de Cabedelo (PB) é afastado em operação da PF que investiga suspeita de elo com facçãoForça-tarefa Cítrico apura suposta "circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado" na cidade paraibanaCidades2026-04-14T12:27:21.679ZO prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante), foi afastado nesta terça-feira (14) durante a deflagração da operação Cítrico, da Polícia Federal (PF). A ação investiga suspeitas de atuação do crime organizado em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no município paraibano. A força-tarefa também apura possível "financiamento de facção" atuante na cidade, com infiltração de faccionados na prefeitura local. Agentes federais cumprem 21 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares pessoais determinadas pela Justiça. A ação contou com apoio do Ministério Público paraibano (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a PF, o esquema "esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas a grupo criminoso, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo". A "circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado" e a "utilização de contratos administrativos" serviam como "instrumento de manutenção de poder, de influência territorial e de blindagem institucional". A apuração ainda revelou, de acordo com a PF, uma espécie de "consórcio entre os suspeitos, voltados à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas". Os suspeitos poderão responder por crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, de desvio de recursos públicos, de lavagem de dinheiro e de financiamento de organização criminosa. Outros ilícitos também podem ser identificados ao longo da investigação. Em nota, a defesa do prefeito afirma que ele "jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública". Leia a nota na íntegra: A defesa do Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, vem a público esclarecer que recebe com serenidade a decisão que determinou seu afastamento cautelar, medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa. Reafirma-se a absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos, certo de que, no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas. O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública. Cumpre destacar, inclusive, que na data de ontem (13), foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal projeto de lei de caráter “antifacção”, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa, iniciativa que reforça, de modo inequívoco, o seu compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e o enfrentamento firme à criminalidade. A defesa confia plenamente nas instituições e no restabelecimento da verdade, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/prefeito-de-cabedelo-pb-e-afastado-em-operacao-da-pf-que-investiga-suspeita-de-elo-com-faccao
Quaest AM: Aziz tem 26%; Cidade 18%; Maria 16%; David 15%;
Levantamento mostra quatro candidatos competitivos para o governo do Amazonas no primeiro turno, com vantagem de Omar Aziz (PSB) de 8 pontos percentuais