Polícia

Polícia prende quatro pessoas que seriam responsáveis pelo incêndio em clínica no DF

Entre os presos estão um casal, donos do estabelecimento e dois funcionários da unidade terapêutica clandestina

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Quatro responsáveis pela clínica foram presos em flagrante | Reprodução

Na tarde desta quinta feira (18), quatro pessoas foram presas temporariamente pela 6ª delegacia de polícia do Paranoá (DF): um casal, responsável pela clínica de reabilitação Liberte-se que pegou fogo no dia 31 de Agosto, deixando cinco pessoas mortas e quatro gravemente feridas, que ainda estão hospitalizadas.

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Além dos proprietários, dois funcionários do estabelecimento também foram presos.

De acordo com o delegado, Bruno Cunha, que investiga o caso, quase vinte dias depois, durante uma busca e apreensão, ainda foram encontrados na unidade de terapêutica que funcionava sem autorização dos órgãos competentes: internos, medicamentos e até armas de brinquedo.

“Nós vamos avaliar se estes simulacros de arma de fogo eram usados para intimidar ou até impor castigos aos internos”, afirmou o delegado.

Os presos podem responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, cárcere privado e prescrição de medicamento sem receita médica.

O advogado de Matheus Luiz Nunes de Souza, um dos funcionários da clínica que está em prisão temporária, informou que o cliente dele entrou na Liberte-se voluntariamente para tentar se livrar do vício em drogas e acabou ficando lá mesmo após o tratamento, por não ter para onde ir.

Klebes Rezende da Cunha disse que “Matheus estava dormindo na madrugada do incêndio, que ele acordou já com o quarto cheio de fumaça, mas ainda conseguiu jogar um colega pela janela e tentou ajudar um outro que estava desacordado”.

O advogado alegou que ele continuava na unidade terapêutica como monitor, “não por dinheiro, mas por moradia, comida e até por gratidão, já foi ajudado e queria ajudar outras pessoas”.

A polícia civil ainda aguarda o laudo pericial que vai revelar as causas do incêndio , mas já descarta a possibilidade de ter tido uma pane elétrica no imóvel.

“Precisamos descobrir se foi por causa humana, acidental ou até proposital”, disse o Delegado Bruno Cunha.

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