Polícia prende quadrilha por aplicar "golpe do paco" no DF
O alvo preferencial eram pessoas que haviam acabado de sacar dinheiro ou fazer movimentações financeiras


Para dar credibilidade à fraude, um dos criminosos simulava receber cerca de R$ 400 como recompensa | Reprodução/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante quatro suspeitos de integrar um grupo especializado no chamado "golpe do paco", modalidade de estelionato aplicada principalmente contra vítimas que acabavam de sair de bancos e casas lotéricas. A ação foi realizada pela 8ª Delegacia de Polícia após investigação que identificou a atuação do grupo em diferentes regiões do DF e Entorno.
Segundo a PCDF, os criminosos atuavam de forma organizada e com divisão de tarefas. O alvo preferencial eram pessoas que haviam acabado de sacar dinheiro ou fazer movimentações financeiras.
No golpe, um dos suspeitos fingia perder uma carteira ou pacote supostamente cheio de dinheiro. Em seguida, outro integrante, se passando por um desconhecido, ajudava a vítima a "encontrar" o objeto e criava uma relação de confiança. Pouco depois, um terceiro comparsa aparecia oferecendo recompensa pela honestidade e convencia a pessoa a deixar bolsa, celular e outros pertences para buscar o suposto pagamento.
Para dar credibilidade à fraude, um dos criminosos simulava receber cerca de R$ 400 como recompensa. Convencida, a vítima entregava celulares, cartões, documentos e dinheiro ao grupo. Quando percebia, os suspeitos já haviam fugido.
O apelido de "golpe do paco" faz referência ao falso pacote de dinheiro que estelionatários fingem perder e achar para enganar vítimas.
No domingo (25), os investigadores flagraram uma ação do grupo na Cidade Estrutural. Pouco depois, uma vítima registrou ocorrência com o mesmo modo de atuação. Em seguida, os suspeitos seguiram para Planaltina, onde teriam aplicado o golpe novamente.
Após o segundo caso, policiais abordaram o carro usado pelo grupo e encontraram objetos das vítimas, além de celulares, cartões e documentos que podem pertencer a outras pessoas ainda não identificadas.
A investigação aponta que três dos quatro presos têm extensa ficha criminal, com mais de dez passagens policiais. Um deles acumula mais de 25 indiciamentos e ao menos 15 mandados de prisão ligados, principalmente, a crimes de estelionato. Apenas uma das suspeitas, identificada como Yasmin, não possui antecedentes conhecidos.
Durante o interrogatório, um dos presos admitiu parcialmente a prática do golpe e confirmou a divisão de tarefas entre os integrantes. O grupo foi indiciado, em tese, por organização criminosa e dois estelionatos consumados. Somadas, as penas podem ultrapassar 18 anos de prisão. Além do flagrante, os suspeitos já são investigados por outros três crimes semelhantes.















