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Polícia desarticula quadrilha que clonava sites de financiamento de carros no RS

Páginas tinham formato idêntico ao de empresas verdadeiras; ao menos 11 vítimas foram identificadas em diferentes Estados

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Polícia mira grupo que clonava sites de financiamento de veículos | Reprodução

Uma quadrilha especializada em golpes envolvendo financiamento de veículos é alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (19). Batizada de Operação Recall, a ofensiva interestadual busca desarticular uma associação criminosa suspeita de aplicar estelionatos eletrônicos por meio da criação de sites falsos, atendimentos financeiros fraudulentos e emissão de boletos bancários adulterados para quitação de financiamentos de carros.

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As investigações tiveram início após o registro de ocorrência realizado por uma vítima em 24 de novembro de 2025. Ela relatou ter caído em um golpe após efetuar o pagamento de um boleto fraudulento no valor de R$ 22.251,55. Segundo as investigações, dez dias antes a vítima realizou uma pesquisa no Google em busca de informações para a quitação do financiamento de seu veículo, quando acessou um site fraudulento que simulava a página oficial de uma montadora.

Os criminosos utilizavam páginas falsas com identidade visual idêntica à de montadoras oficiais e direcionavam as vítimas para atendimentos via WhatsApp. Com dados pessoais fornecidos durante o contato, os suspeitos acessavam informações reais dos financiamentos, aumentando a credibilidade do golpe antes de encaminhar boletos falsos.

As análises apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e indícios de lavagem de dinheiro por meio da utilização de contas bancárias de terceiros. Até o momento, ao menos 11 vítimas foram identificadas em diferentes Estados do país, sendo duas no Rio Grande do Sul.

Estão sendo cumpridas 26 ordens judiciais, entre elas nove mandados de prisão, 17 mandados de busca e apreensão e medidas judiciais de bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados. As diligências são realizadas simultaneamente nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba, no Estado de São Paulo. Até o momento, quatro pessoas foram presas.

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