PF faz operação contra crimes eleitorais em Macapá
Ação mira organização criminosa suspeita de desviar recursos da prefeitura para promover ataques digitais contra adversários políticos


Sede da Prefeitura de Macapá (AP) | Divulgação
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) uma operação contra crimes eleitorais em Macapá, capital do Amapá.
A investigação aponta o desvio de aproximadamente R$ 25 milhões em recursos públicos da Prefeitura de Macapá para financiar uma milícia digital voltada a atacar oponentes políticos nas redes sociais e em veículos de mídia.
São 35 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão influenciadores digitais, jornalistas, empresas de comunicação e ex-integrantes do governo local.
Os mandados também são cumpridos em Belém (PA) e em Canela (RS). Além da prática de crimes eleitorais, os investigados podem responder por crimes contra a administração pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O grupo que foi alvo da PF é ligado ao ex-prefeito Dr. Furlan (PSD). Eles operavam um esquema para promover o político e promover críticas a seus adversários.
Furlan já havia sido alvo da corporação em operação deflagrada em março contra fraude em licitações na área de saúde.
Na ocasião, o então prefeito e o vice Mario Neto (Podemos), foram afastados por decisão judicial. Depois da operação, Furlan renunciou ao cargo. Ele é pré-candidato ao governo do Amapá nas eleições deste ano.















