Polícia

PF faz operação para investigar vazamento de dados da Receita de autoridades e familiares

Polícia Federal cumpre um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, autorizados pelo STF; primeira fase da força-tarefa ocorreu em fevereiro

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Imagem de arquivo da Polícia Federal | Divulgação/PF
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º) nova fase da operação Exfil, que investiga esquema de vazamento de dados fiscais sigilosos de autoridades e familiares por meio de acessos não autorizados a sistemas da Receita Federal.

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Agentes cumprem um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão contra alvos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de parentes foram vazadas por meio de acessos indevidos a plataformas da Receita.

A primeira fase da força-tarefa ocorreu em 17 de fevereiro, "para apurar o repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal e obtidos de forma criminosa mediante remuneração".

À época, o STF afirmou ter identificado "diversos e múltiplos acessos ilícitos" a sistemas da Receita que resultaram no vazamento de informações sigilosas de integrantes do próprio Supremo, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de familiares, como a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci.

Em nota emitida após a primeira fase da operação, que mirou quatro servidores da Receita, o órgão informou que a ação foi realizada "com base em informações prestadas" pela própria instituição. Também disse que já existe um "procedimento investigatório" sobre o caso em parceria com a PF, cujos resultados "poderão ser divulgados oportunamente".

Moraes determinou a quebra do sigilo bancário dos servidores a partir de uma representação da PGR. Os investigadores querem descobrir se houve a venda das informações sigilosas. A apuração corre dentro do chamado Inquérito das Fake News.

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