Economia

Copa do Mundo deve levar 99 milhões de brasileiros às compras, diz pesquisa

Bebidas, alimentos e itens da seleção brasileira estão entre itens mais procurados; avanço de apostas acende alerta

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Copa do Mundo deve levar 99 milhões de brasileiros às compras | Agência Brasil

A Copa do Mundo de 2026 deve aquecer o varejo brasileiro. É o que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, que estima que 99,2 milhões de consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços relacionados ao torneio.

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Segundo o levantamento, 60% dos brasileiros devem gastar durante a competição, sobretudo com bebidas não alcoólicas, petiscos, carne para churrasco e cerveja. Camisas oficiais ou personalizadas da Seleção Brasileira também aparecem na lista de compras, além de bandeiras, cornetas e outros acessórios relacionados ao mundial.

No geral, o gasto médio estimado por consumidor é de R$ 619, valor que sobe para R$ 784 entre consumidores das classes A e B. O Pix aparece como principal forma de pagamento, citado por 57% dos entrevistados, enquanto 90% afirmam que pretendem realizar compras à vista durante o período da competição.

Em relação aos jogos, 97% afirmaram que pretendem assistir as transmissões acompanhados, principalmente ao lado de familiares (77%) e amigos (60%). Apenas 3% afirmaram que devem acompanhar as partidas sozinhos.

A maior parte dos torcedores pretende assistir aos jogos em casa, opção escolhida por 86% dos entrevistados. Outros 46% também planejam acompanhar as partidas fora de casa, especialmente em residências de amigos ou familiares (40%), bares e restaurantes (32%) e telões instalados em espaços públicos (11%).

Apostas

A pesquisa ainda aponta para o crescimento de apostas esportivas Cerca de 41% dos consumidores afirmaram que pretendem apostar em plataformas de “bets”, enquanto 14% informaram que devem participar de bolões entre amigos. Para 74% dos apostadores, o palpite, se certo, pode ajudar a quitar dívidas pendentes.

Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, avalia que o crescimento das apostas esportivas exige atenção diante do cenário de vulnerabilidade financeira de parte da população. Isso porque o jogo pode deixar de ser um “mero entretenimento para ser encarado como uma estratégia de sobrevivência”.

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