Cidades

PMs presos após matar suspeito rendido em Paraisópolis têm histórico de mortes em ações anteriores

Agentes estão envolvidos em ocorrências com suspeitos mortos, um deles em Paraisópolis, no ano passado

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Marcos Guedes, Robinson Cerantula
12/07/2025, 00:57 • Atualizado em 12/07/2025, 00:57
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Os dois policiais militares presos após a operação que terminou com dois mortos e três civis detidos na noite de quarta-feira (10), em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, já haviam participado de outras ocorrências com suspeitos mortos. Ambos devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (11). A Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso.

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Um dos detidos, o soldado Robson Noguchi de Lima, responde a um processo ainda em andamento sobre uma ocorrência registrada em julho do ano passado, na região de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Na ocasião, um homem que estava em uma moto roubada foi perseguido por policiais do 36° batalhão, onde ele atuava.

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, o suspeito chegou a descer do veículo e, ao entrar em uma viela, foi alvejado e morto. Noguchi também responde por homicídio em outros processos na Justiça comum e já esteve envolvido em ao menos duas outras ações com desfechos semelhantes. Parte desses casos foi arquivada, com decisões que apontaram legítima defesa ou ausência de provas para denúncia.

O segundo policial, Renato Torquato da Cruz, atuou em uma ocorrência em Paraisópolis, em junho do ano passado, que terminou com a morte de Guilherme Henrique da Silva e outro homem baleado. O episódio gerou protestos na comunidade. A Justiça arquivou o caso no início de 2025, ao considerar que o policial reagiu a uma tentativa de homicídio.

Operação policial e confusão na comunidade

Na operação desta quarta-feira (10), policiais do 16º Batalhão afirmam ter se deparado com um grupo armado durante patrulhamento na comunidade. Houve troca de tiros. O caso foi registrado no 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi) e segue sob apuração. Imagens de câmeras corporais devem ser analisadas para esclarecer as circunstâncias da ação.

Após as mortes na comunidade, moradores reagiram com pedras e pedaços de madeira, e atearam fogo em carros estacionados ou em trânsito na região. Ninguém foi preso pelos atos de vandalismo.

Além dos mortos, a operação terminou com quatro suspeitos detidos: Marcus Vinicius Mendes dos Santos, Iuri Nascimento Souza de Jesus e Vitor Davi da Silva Santos. Marcus e Iuri eram procurados pela Justiça, e Marcus tinha contra ele um mandado de prisão preventiva e um mandado de recaptura por fuga do próprio 89º DP.

Já no caso de Vitor, constava nos sistemas policiais um mandado expedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia, mas o documento não aparecia no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Após audiência de custódia, os três tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.

O que diz a PM

A Polícia Militar de São Paulo admitiu que a morte de Igor Oliveira, durante operação na noite de quarta-feira (10) em Paraisópolis, ocorreu fora dos padrões aceitáveis de atuação policial. Segundo o porta-voz Emerson Massera, as imagens das câmeras corporais acionadas automaticamente mostraram que Igor já estava rendido no momento em que foi baleado por dois policiais.

"Nós visualizamos pelas câmeras que dois policiais que atiraram no Igor o fizeram já com o homem rendido. E por conta disso, a providência adotada imediatamente foi a prisão em flagrante dos policiais militares. Nós temos dois policiais militares presos em flagrante por conta dessa ocorrência", disse.

Sobre a segunda morte registrada na mesma noite, a corporação defendeu a legalidade da ação, alegando que os policiais foram encurralados e reagiram a uma intensa troca de tiros.

"Eles acabaram sendo encurralados pelos criminosos e houve a troca intensa de tiros, os policiais foram resgatados com apoio do choque. As imagens das câmeras mostram que a ocorrência foi ok", complementou.

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