Operação do Deic termina com suspeito morto e 2 presos na Grande SP
Polícia cumpria mandado de busca quando foi recebida sob ameaça; suspeito ligado ao PCC morreu após confronto


Flavia Travassos
Uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), deflagrada nesta quinta-feira (5), terminou com a morte de um suspeito na zona rural de Cotia, na Grande São Paulo.
De acordo com a delegada Leslie Petros, havia informações de que ele fazia parte de uma organização criminosa.
“Segundo informações da Bahia, ele fazia parte dessa organização criminosa e executava ordens de morte dadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC)”, afirmou a delegada.
Os agentes cumpriam um mandado de prisão no endereço em Cotia. De acordo com a polícia, ao abrirem a porta do imóvel, eles foram ameaçados por um grupo. Um dos suspeitos apontou uma arma contra a equipe, o que levou ao revide. Tcharly Santos Silva foi baleado, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Durante as buscas no imóvel, os policiais apreenderam uma motocicleta roubada e sem placa, além de grande quantidade de drogas. Moradores relataram intensa movimentação suspeita na região.
“Nós conversamos com a vizinhança, e eles relataram disparos frequentes e circulação constante entre duas casas. Acreditamos que ainda possa haver armas escondidas na mata”, explicou a delegada.
Grupo planejava matar agentes públicos na Bahia
As investigações apontam que os criminosos seriam ligados ao PCC, que atuavam no estado da Bahia, porém haviam se mudado para São Paulo. O grupo é suspeito de planejar a execução de um delegado, um investigador e um guarda civil do município de Condeúba, no interior baiano.
O principal alvo da operação era Otino Ferreira Porto Filho, conhecido como “Mineiro”, apontado como mentor do plano. Ele percebeu a chegada das equipes e conseguiu fugir por uma área de mata. A companheira dele, Giovana Rocha de Souza, também escapou e é considerada foragida.
Apesar da fuga do líder, dois homens foram detidos: Elias Frederico Porto, sobrinho de Otino, e Nei Marcos Pereira. Ambos já tinham antecedentes por tráfico de drogas e permanecem à disposição da Justiça.
“As buscas continuam. Os que estão presos permanecerão presos, e seguimos atrás dos demais envolvidos”, concluiu a delegada.








