Cidades

Mulher é presa por aplicar golpes com falsos aluguéis no DF e em Goiás

Segundo a Polícia Civil, ela foi identificada em pelo menos 37 ocorrências registradas entre 2022 e 2025

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Pedro Canguçu
25/02/2026, 10:48 • Atualizado em 25/02/2026, 10:49
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No momento da abordagem, a mulher conversava com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento | Divulgação/PCDF

No momento da abordagem, a mulher conversava com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento | Divulgação/PCDF

Uma mulher de 31 anos foi presa por suspeita de aplicar uma série de golpes com anúncios falsos de aluguel no Distrito Federal e em Goiás. Segundo a Polícia Civil (PCDF), ela foi identificada em pelo menos 37 ocorrências registradas entre 2022 e 2025.

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De acordo com a investigação da 8ª Delegacia de Polícia, a mulher anunciava apartamentos que simplesmente não existiam. Os imóveis eram divulgados como se estivessem em Águas Claras, no Plano Piloto e até em Pirenópolis (GO). Os anúncios tinham fotos chamativas e preços abaixo do mercado.

Depois que a vítima demonstrava interesse, a suspeita levava a conversa para aplicativos de mensagens e começava a pressionar. Dizia que havia muita procura e que era preciso pagar rápido para garantir o imóvel.

O dinheiro era cobrado via Pix, como "reserva" ou "garantia". Assim que o pagamento era feito, ela parava de responder ou dava desculpas. Segundo a polícia, o esquema era organizado. A investigada mantinha vários anúncios ativos ao mesmo tempo e mudava a história conforme o perfil da vítima. Em alguns casos, enviava até documentos e imagens extras para dar aparência de negociação verdadeira.

A prisão preventiva e os mandados de busca foram cumpridos nessa terça-feira (24), em Taguatinga. No momento da abordagem, a mulher conversava com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento em Águas Claras, que também não existia. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos.

A mulher deve responder por estelionato eletrônico. A pena pode chegar a oito anos de prisão por cada ocorrência. Como há dezenas de registros, a soma das penas pode ultrapassar 13 anos, além de multa.

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