Polícia

Justiça de SP solta suspeito de planejar atentado contra promotor ameaçado por facção

Integrante do PCC apontado como envolvido em plano para matar Lincoln Gakiya deixou a prisão após decisão do TJ-SP

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A Justiça de São Paulo (TJ-SP) colocou em liberdade um dos principais suspeitos de envolvimento no plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina.

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Victor Hugo da Silva, conhecido como “Falcão”, deixou a prisão no dia 23 de abril após decisão do TJ-SP. Ele estava preso desde julho do ano passado, quando o plano foi descoberto em Presidente Prudente.

Segundo as investigações, detalhes do atentado estavam armazenados no celular de Falcão. Os investigadores apontam que integrantes do PCC monitoravam a rotina das autoridades e chegaram a alugar uma casa a cerca de 1 quilômetro da residência do promotor Lincoln Gakiya.

Por que o suspeito foi solto?

O caso veio à tona após Falcão e outro suspeito, Gabriel Custódio dos Santos, serem presos por tráfico de drogas. Em fevereiro, os dois foram condenados por tráfico de drogas. Falcão recebeu pena de cinco anos de prisão.

No entanto, desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJ-SP desclassificaram o crime de tráfico para porte de drogas, após considerarem que o suspeito carregava apenas nove gramas de crack.

Com a mudança, a pena foi convertida em advertência sobre os efeitos das drogas, permitindo que ele deixasse a prisão.

Mesmo após ser solto, Falcão foi condenado nesta segunda-feira (4) em outro processo por tráfico de drogas. A nova pena é de cinco anos e dez meses de prisão. Apesar da condenação, a Justiça concedeu ao suspeito o direito de recorrer em liberdade.

Investigação sobre plano do PCC continua

As autoridades afirmam que a investigação sobre o plano para matar Lincoln Gakiya e Roberto Medina continua em andamento.

Segundo investigadores, existem provas que ligam Falcão ao esquema criminoso e um novo pedido de prisão pode ser feito. Caso isso aconteça, a polícia terá que localizar o suspeito novamente.

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