Polícia

João Lima ficará em pavilhão exclusivo para presos por violência contra a mulher

Período inicial define adaptação, segurança, cadastro da família e destino definitivo do cantor no sistema prisional

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João Lima João Lima ficará em pavilhão exclusivo para presos por violência contra a mulher | Reprodução TH+ SBT Tambaú
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A justiça manteve, nesta segunda-feira (26), a prisão preventiva do cantor João Lima, por agressões contra a ex-esposa Raphaella Brilhante. Após audiência de custódia, ele foi levado para o Presídio do Róger, em João Pessoa. O próximo passo após a detenção é o período de observação de cinco dias, que define rotina, segurança e encaminhamento interno do cantor.

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O diretor da penitenciária, Edmilson Alves, afirmou que João Lima entrou diretamente no protocolo de observação adotado para novos detentos. “Nesses cinco dias ele fica em observação, no período de reconhecimento, porque a gente tem preocupação com a segurança do preso”, declarou.

Segundo Edmilson Alves, a Polícia Penal avalia o perfil do detento antes de qualquer encaminhamento definitivo dentro da unidade. “A gente recebe preso faccionado, pessoas por violência doméstica, tráfico e homicídio, então tem que haver uma qualificação”, explicou. Durante a observação, a equipe técnica organiza os procedimentos administrativos e de convivência.

O diretor destacou que a família pode se cadastrar nesse período para visitas, entrega de roupas, medicamentos e complementos alimentares. “Se houver interesse da família em trazer complemento de feira, ela se cadastra, mas o Estado garante a alimentação para todos”, afirmou.

A rotina alimentar de João Lima segue o padrão aplicado a todos os internos. Edmilson Alves reforçou que não existe privilégio. “Todos os presos têm direito a café, almoço, janta e lanche, em todos os presídios”, disse. Sobre aparência e vestuário, o diretor afirmou que a unidade avalia apenas critérios de higiene e padronização coletiva. “Não existe raspar cabelo. Se estiver fora do padrão, por questão de higiene, será feito um corte normal”, declarou. Ele acrescentou: “Isso vale para ele e para todos que chegaram”.

Após o período de observação, João Lima seguirá para o Pavilhão Maria da Penha, espaço exclusivo para presos por violência contra a mulher. “Ele vai ficar naquilo que o crime dele determina aqui, que é o de violência doméstica”, afirmou Edmilson Alves. Atualmente, o pavilhão abriga 58 internos.

A justiça manteve a prisão preventiva após audiência de custódia e considerou o conjunto de provas apresentado no inquérito. A defesa deve ingressar com pedido de habeas corpus, que será analisado nos próximos dias e pode definir o tempo de permanência do cantor no sistema prisional.

João Lima responde a inquérito por violência doméstica. O caso ganhou repercussão após depoimentos considerados consistentes e a apresentação de provas que levaram o Judiciário a confirmar a prisão durante o plantão judicial.

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