Homem é preso após atacar ex com canivete no metrô de SP
Suspeito não aceitava o fim do relacionamento; antes do ataque, disse a ex-esposa: 'Se você não vai ser minha, não vai ser de ninguém'

A polícia prendeu, na tarde desta segunda-feira (1º), um homem suspeito de atacar a ex-esposa com um canivete no metrô de São Paulo. O crime aconteceu no pátio da Linha 15-Prata do monotrilho, na zona leste da capital paulista, onde os dois trabalhavam na equipe de limpeza.
A vítima, identificada apenas como Miriam, de 29 anos, relatou que foi surpreendida pelo ex-marido na escada da estação, enquanto seguia para registrar o ponto no trabalho. Ela não percebeu a aproximação do suspeito só conseguiu ser socorrida porque duas pessoas intervieram rapidamente.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito sacou um canivete durante uma discussão e golpeou Miriam no pescoço. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro da Vila Alpina e, de acordo com informações médicas, não corre risco de morrer.
O caso foi registrado como tentativa de feminicídio no 42º Distrito Policial. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
Procurada pela Agência SBT, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) lamentou o ocorrido, reforçou que não tolera qualquer forma de violência e afirmou que acompanha o caso. A companhia também se colocou à disposição para colaborar com a investigação.
Veja a nota na íntegra:
O Metrô lamenta o episódio ocorrido nesta segunda-feira (1º), nas dependências do Pátio Oratório - local de apoio logístico, sem acesso aos passageiros -, envolvendo dois colaboradores de uma empresa prestadora de serviços. A vítima recebeu atendimento imediato e foi encaminhada para ao Pronto-Socorro do Hospital Vila Alpina. O autor foi contido pela equipe de segurança do pátio e preso em flagrante por policiais militares. O caso foi registrado no 42° DP (Parque São Lucas).
A Companhia reforça que não tolera qualquer forma de violência, acompanha o caso de perto e já determinou à empresa contratada a adoção imediata de todas providências cabíveis, além de se colocar à disposição para colaborar com a investigação.
Agressões eram frequentes
Em entrevista ao SBT, Miriam contou que viveu por 15 anos com o ex-marido e sofria episódios frequentes de violência doméstica durante o relacionamento. Segundo ela, o suspeito não aceitava o fim da relação.
"Se você não vai ser minha, não vai ser de ninguém. Eu vou te matar", teria dito ele antes do ataque.
Miriam relatou ainda que o episódio mais recente de agressão havia ocorrido na semana passada, quando foi enforcada pelo ex-marido. Depois disso, ela foi expulsa de casa e passou a morar com os pais ao lado dos três filhos do casal, de 9, 11 e 12 anos.
Como denunciar violência contra a mulher
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher;
O atendimento funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e está disponível também no WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. A ligação é anônima e gratuita.
Disque 190: Polícia Militar;
Em caso de emergência, também é possível ligar para o 190 e pedir o auxílio da Polícia Militar. O atendimento telefônico é gratuito e funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
Polícia Civil: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs);
Outra opção é registrar boletim de ocorrência de forma presencial, em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). É possível também prestar queixa em uma delegacia comum.
Quem pode denunciar?
Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia e auxiliar mulheres em situação de violência. A denúncia de conhecidos e vizinhos, por exemplo, pode fazer toda a diferença entre uma agressão e um feminicídio.















