Economia

'Prévia do PIB' do BC mostra crescimento de 0,1% em maio

O indicador IBC-Br, divulgado nesta sexta-feira (17), indicou estabilidade em relação a abril

A
Artur Maldaner
Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Conhecido como “prévia do PIB”, o indicador IBC-Br do mês de maio foi divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Banco Central e mostrou um crescimento de 0,1% em relação a abril.

O ICB-Br acompanha o desempenho da economia de forma mais rápida e frequente do que o PIB, que é divulgado trimestralmente pelo IBGE. São acompanhados os dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

Em maio, foi observada uma expansão nos setores da indústria, em 0,4%, serviços, em 0,1%, e impostos, em 0,1%. Já a agropecuária teve queda de 0,1%.

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Segundo o Banco Central, o IBC-Br em maio de 2026 também foi 0,8% maior do que o valor registrado no mesmo período no ano passado.

Apesar do leve crescimento da atividade, o mês de maio indica uma redução do crescimento econômico observado desde janeiro de 2026, aponta o professor de Finanças Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli.

Em janeiro, o IBC-Br cresceu em 0,6%, em fevereiro cresceu 0,5%, em março caiu 0,1% e, em abril, cresceu 0,4%.

fonte: Banco Central
fonte: Banco Central

Na análise de Piscitelli, a tendência é que o setor de serviços continue a crescer nos próximos meses, impulsionado pela injeção de recursos do governo e do mercado no período pré-eleitoral.

Metodologias distintas

No entanto, o economista destaca que o IBC-Br possui uma metodologia de cálculo diferente e menos exata para apontar a atividade do que o PIB. A principal diferença é que o índice do Banco Central não considera a demanda do mercado em seu cálculo.

Portanto, a divulgação do PIB poderia apontar para uma queda em outros setores da economia, principalmente o de investimentos, destaca Piscitelli.

“É um setor que está muito contido em função da taxa básica de juros elevada, que está atualmente em 14,25% ao ano. A tendência é que o consumo também sofra, mas ele continua aumentando em decorrência de outros fatores”, disse ao SBT News.

O professor explica que decisões governamentais como a isenção do Imposto de Renda, a criação do programa Desenrola de negociação de dívida e a alta na empregabilidade têm impulsionado os índices de consumo.

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