Primeiro-ministro israelense vai tentar se reeleger em eleição marcada para esta terça-feira
A
André de Sena, com informações da Reuters
Benjamin Netanyahu e Donald Trump | Reuters/Jonathan Ernst
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir votos da população israelense na eleição na qual tenta se reeleger.
“O presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe uma amizade que nunca existiu antes entre um primeiro-ministro israelense e um presidente norte-americano. E é improvável que tenhamos novamente um presidente tão amigo”, disse Netanyahu em uma aparição na televisão na noite de domingo (25). “Ele ainda tem mais dois anos, e diz que está pedindo a vocês que votem em mim”, acrescentou.
O líder americano fez uma postagem em sua rede social, a Truth Social, citando a guerra contra o Irã e pedindo que os israelenses votem em Netanyahu.
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"Ao comparecer às urnas, lembre-se de que Bibi tem sido um guerreiro excepcional como primeiro-ministro! Israel era chamado de 'Pequeno Satã' — com os Estados Unidos sendo chamados de 'Grande Satã' — por pessoas extremamente malignas. O grito de 'Morte à América, Morte a Israel', que se ouvia ao redor do mundo, não pode mais existir — e não existirá", escreveu o republicano em um trecho da publicação.
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"Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro; precisamos concluir o trabalho que começamos!", acrescentou Trump.
Em sua aparição na televisão, o primeiro-ministro israelense alegou que Trump estava disposto a tomar medidas “que finalmente eliminariam a ameaça iraniana”, mas somente enquanto o próprio Netanyahu permanecesse no poder.
“E eu já instruí o mossad e as Forças de Defesa de Israel (IDF) a derrubar esse regime [do Irã], a derrubar esse regime, porque essa é a única maneira de pôr fim a essa ameaça”, disse.
Embora seja considerado mais moderado que Netanyahu, seu principal adversário na eleição, o centrista Gadi Eisenkot, também elogiou Trump em uma postagem nas redes sociais, classificando-o como "um verdadeiro amigo de Israel".
“Valorizo seus esforços e seu compromisso com a segurança de Israel, e estou confiante de que ele trabalhará em plena cooperação com qualquer líder escolhido pelo povo”, declarou.
Não apenas o governo de Netanyahu, o mais à direita da história de Israel, rechaça a solução de dois estados para a questão palestina. Outros partidos que não fazem parte da coalização, inclusive o Yashar, de Eisenkot, adotam esse posicionamento em relação à Faixa de Gaza e à Cisjordânia.
Outdoor mostrando o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu adversário político Gadi Eisenkot com a legenda (em hebraico): 'É uma disputa acirrada!' | Reprodução/Reuters
A eleição na qual o partido de Netanyahu, o Likud, vai tentar conquistar maioria no Parlamento para se manter no poder será a primeira em Israel desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. O atentado deixou cerca de 1.200 pessoas mortas e gerou uma incursão militar israelense na Faixa de gaza que tirou a vida de mais de 74 mil palestinos.
Netanyahu usa aliança com Trump para pedir votosPrimeiro-ministro israelense vai tentar se reeleger em eleição marcada para esta terça-feira Mundo2026-10-26T15:53:57.394ZO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir votos da população israelense na eleição na qual tenta se reeleger. “O presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe uma amizade que nunca existiu antes entre um primeiro-ministro israelense e um presidente norte-americano. E é improvável que tenhamos novamente um presidente tão amigo”, disse Netanyahu em uma aparição na televisão na noite de domingo (25). “Ele ainda tem mais dois anos, e diz que está pedindo a vocês que votem em mim”, acrescentou. O líder americano fez uma postagem em sua rede social, a Truth Social, citando a guerra contra o Irã e pedindo que os israelenses votem em Netanyahu. "Ao comparecer às urnas, lembre-se de que Bibi tem sido um guerreiro excepcional como primeiro-ministro! Israel era chamado de 'Pequeno Satã' — com os Estados Unidos sendo chamados de 'Grande Satã' — por pessoas extremamente malignas. O grito de 'Morte à América, Morte a Israel', que se ouvia ao redor do mundo, não pode mais existir — e não existirá", escreveu o republicano em um trecho da publicação. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . "Vote em Bibi Netanyahu para primeiro-ministro; precisamos concluir o trabalho que começamos!", acrescentou Trump. Em sua aparição na televisão, o primeiro-ministro israelense alegou que Trump estava disposto a tomar medidas “que finalmente eliminariam a ameaça iraniana”, mas somente enquanto o próprio Netanyahu permanecesse no poder. “E eu já instruí o mossad e as Forças de Defesa de Israel (IDF) a derrubar esse regime [do Irã], a derrubar esse regime, porque essa é a única maneira de pôr fim a essa ameaça”, disse. Disputa eleitoral Embora seja considerado mais moderado que Netanyahu, seu principal adversário na eleição, o centrista Gadi Eisenkot, também elogiou Trump em uma postagem nas redes sociais, classificando-o como "um verdadeiro amigo de Israel". “Valorizo seus esforços e seu compromisso com a segurança de Israel, e estou confiante de que ele trabalhará em plena cooperação com qualquer líder escolhido pelo povo”, declarou. Não apenas o governo de Netanyahu, o mais à direita da história de Israel, rechaça a solução de dois estados para a questão palestina. Outros partidos que não fazem parte da coalização, inclusive o Yashar, de Eisenkot, adotam esse posicionamento em relação à Faixa de Gaza e à Cisjordânia. A eleição na qual o partido de Netanyahu, o Likud, vai tentar conquistar maioria no Parlamento para se manter no poder será a primeira em Israel desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. O atentado deixou cerca de 1.200 pessoas mortas e gerou uma incursão militar israelense na Faixa de gaza que tirou a vida de mais de 74 mil palestinos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/netanyahu-usa-alianca-com-trump-para-pedir-votos