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Polícia

Bolsonaro ordenou emissão de certificados de vacina falsos contra covid, diz Cid em delação

Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do Planalto,afirmou que teria entregado os comprovantes falsos em mãos ao ex-presidente; segundo a PF, estes foram impressos no Palácio da Alvorada

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Relatório que embasou indiciamento do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (19), cita depoimento em que o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid disse à Polícia Federal (PF) que emitiu os certificados falsos de vacinação contra a Covid-19 em nome do então presidente e da filha, Laura, em 2022, a mando do mesmo.

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A íntegra da colaboração do ex-ajudante de ordens à PF ainda segue em sigilo, mas trechos estavam no documento da delegacia que apura falsificações nos cartões vacinais.

“[Mauro Barbosa Cid] confirma que recebeu a ordem do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, para fazer as inserções dos dados falsos no nome dele e da filha [...] esses certificados foram impressos e entregue em mãos ao presidente”, narra o trecho do depoimento.

Segundo o delator, além de a falsificação ter sido ordem direta de Bolsonaro, os dois comprovantes forjados foram impressos no Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência) e entregues em mãos ao ex-líder da República.

“O usuário “maurocbc”, vinculado ao então chefe da Ajudância de Ordens da Presidência da República Mauro Cesar Barbosa Cid, utilizando o computador registrado como “PR197653”, realizou a impressão de dois arquivos com os seguintes nomes: “Certificado de Vacinação Covid-19” e “Covid 19 National Vaccination Certificate”. Os arquivos foram impressos, utilizando a impressora de nome “gp-ajo-alvorada-mfcolor-01” [...] A referida impressora estava instalada na Ajudância de Ordens do Palácio do Alvorada, residência do então presidente da República Jair Bolsonaro”, reafirma posteriormente o documento.

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Esquema de falsificação

No mesmo documento, liberado pelo relator do inquérito, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a PF explica o modus operandi da falsificação do certificado:

  1. pessoa que queria se beneficiar com um certificado de vacinação ideologicamente falso solicitava ao ajudante de ordens;
  2. Mauro Cid encaminhava o pedido de inserção dos dados falsos para Ailton Gonçalves Barros, colega de turma da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e da Artilharia da Brigada Paraquedista;
  3. Barros encaminha os dados do beneficiário e o pedido para o secretário municipal de Duque de Caxias (RJ);
  4. por fim, o secretário João Carlos De Sousa Brecha, mediante suas credenciais de acesso, executava a inserção dos dados falsos no sistema SI-PNI do Ministério da Saúde.

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