Lula sugere que reuniões com Trump são para impedir venda de terras raras e minerais críticos à China
"É uma briga meio escondida, mas tudo é contra a China", comentou o presidente, que discursou no aniversário de 46 anos do PT


SBT News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (7), durante evento em comemoração aos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, que, em reuniões diplomáticas, o tema da venda de terras raras e minerais críticos à China surge de forma recorrente. Segundo o presidente, há um movimento internacional para barrar esse tipo de negociação, ainda que de maneira pouco explícita.
"E agora, embaixador, toda conversa, toda reunião, é para evitar que vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é contra a China", disse Lula. O presidente afirmou ser "muito grato" à parceria entre Brasil e China, que classificou como "exitosa e respeitosa".
No discurso realizado na Bahia, ainda defendeu a soberania nacional e afirmou que o Brasil deve manter relações internacionais sem submissão. “A gente quer trabalhar com todo mundo, mas não quer ter dono e não quer voltar a ser colonizado”, declarou.
O presidente também manifestou solidariedade ao povo cubano, que, segundo ele, é vítima de sanções impostas pelos Estados Unidos. Ao comentar a situação da Venezuela, Lula criticou o ex-presidente norte-americano Donald Trump e afirmou que "o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo venezuelano, e não pelos Estados Unidos".
Com foco no cenário político interno, destacou que a próxima disputa eleitoral será marcada por uma "guerra política" e ressaltou a importância da construção de uma narrativa. Na visão dele, os resultados de gestões anteriores, por si só, não garantem vitória nas eleições.
Lula também criticou o uso das redes sociais para a disseminação de desinformação e afirmou que o enfrentamento às notícias falsas será central no processo eleitoral. "Essa campanha tem que começar derrotando a mentira com a verdade", afirmou, defendendo uma postura mais combativa do partido, além de um novo projeto de país capaz de mobilizar jovens, mulheres e trabalhadores.
Ao final do discurso, que durou pouco mais de 50 minutos, o presidente disse estar motivado e disposto a liderar o processo político das eleições de 2026.









