Cidades

Bolsonaro constrangeu subordinados em reunião no Planalto por apoio a golpe, diz PF

Gravação encontrada em posse de Mauro Cid registra reunião com ministros e militares para cobrar ação contra urnas

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Ricardo Brandt
09/02/2024, 09:24 • Atualizado em 09/02/2024, 09:24
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Bolsonaro constrangeu subordinados em reunião no Planalto por apoio a golpe, diz PF

Uma das provas que embasaram as prisões e buscas da Operação Tempus Veritatis, desta quinta-feira (8), é uma gravação de mais de uma hora de reunião no Planalto, convocada pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em julho de 2022, para cobrar dos ministros e militares do governo atuação ativa nos ataques ao sistema eleitoral eletrônica e nos adversários.

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É a conclusão da Polícia Federal (PF) ao analisar a extensa reunião realizada no dia 5 de julho, que seria prova de que o golpe e os ataques às instituições antecediam as eleições de 2022.

"O então presidente da República, Jair Bolsonaro, assinala, ostensivamente, o objetivo da reunião: coagir os ministros e todos os presentes, para que aderissem à ilícita desinformação apresentada", representação da PF.

Para a PF, "a atuação da organização" criminosa se acentuou "ao longo do ano de 2022". Mas destaca que "é certo que, desde 2019, já se anteviam condutas de integrantes do grupo direcionadas a propagar a ideia de vulnerabilidade e fraude no sistema eletrônico de votação do país".

Moraes destaca que a PF detalha que "em 5 de julho de 2022, foi convocada, pelo então presidente Jair Bolsonaro, reunião da alta cúpula do governo federal".

O encontro teve participação de: Anderson Torres (então ministro da Justiça), Augusto Heleno Ribeiro Pereira (então chefe do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (então ministro da Defesa), Mário Fernandes (então chefe-substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Walter Souza Braga Netto (ex-ministro chefe da Casa Civil e futuro candidato a vice-presidente da República).

Para a PF, todos contribuíram. "Todos ora investigados, prestando-se o ato a reforçar aos presentes a ilícita desinformação contra a Justiça Eleitoral, apontando o argumento de que as Forças Armadas e os órgãos de inteligência do governo federal detinham ciência das fraudes e ratificavam a narrativa mentirosa apresentada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro".

Nas falas, Bolsonaro "faz, novamente, acusações falsas e sem nenhum indício" contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moraes e outros ministros do STF. Para os investigadores, o objetivo era propagar desinformação via máquina do estado, contra seu adversário eleitoral.

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