Política

Eduardo Bolsonaro diz que prefere orçamento secreto a "emendas Pix"

Ao Perspectivas, o deputado ainda afirmou que é preciso "comer na mão" dos ministros de Lula para ter recursos liberados

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Leonardo Cavalcanti, Lara Curcino
15/08/2024, 15:24 • Atualizado em 15/08/2024, 15:30
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Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em entrevista ao Perspectivas | SBT News

Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em entrevista ao Perspectivas | SBT News

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, ao programa Perspectivas, que prefere o "orçamento secreto" do que as emendas de transferência direta, conhecidas como "emendas Pix". Assista à entrevista completa no site ou no canal do SBT News no YouTube.

"Olha, eu acho que era muito melhor durante o governo Bolsonaro, com o chamado 'orçamento secreto', que não foi do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi do Congresso. Bolsonaro vetou [o mecanismo] em duas oportunidades e depois ele foi aprovado. Mas por que eu prefiro esse modelo anterior? Porque, pelo menos, você sabia para onde o dinheiro estava indo", declarou Eduardo.

Apesar da afirmação do deputado, o "orçamento secreto" permitia o direcionamento de recursos de forma anônima. A expressão foi usada como apelido das chamadas emendas de relator ao Orçamento Geral da União, identificadas pela sigla RP9.

O mecanismo, que surgiu em 2020, foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2022.

Já as "emendas Pix" dispensam informações como a indicação de área e serviço em que serão usados os recursos públicos. Na última sexta (9), uma decisão liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo, suspendeu o envio de verbas neste modelo.

Dino entendeu que as emendas só podem ser repassadas quando os requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade forem atendidos e que as únicas exceções deveriam ser para obras em andamento e em casos de calamidade pública.

Ainda na entrevista, Eduardo disse que, atualmente, é preciso "comer na mão" dos ministros do governo federal para que as emendas sejam liberadas.

"Os deputados têm que comer na mão dos ministros do [presidente] Lula para ter suas emendas liberadas. Prova disso é que as nossas [de parlamentares da direita] são sempre as últimas a serem aprovadas", afirmou ele.

*A entrevista do SBT News com o deputado federal Eduardo Bolsonaro foi gravada na terça-feira (13).

Assista à entrevista completa:

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