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Na manhã desta terça-feira (16), o primeiro suspeito foi identificado. O criminoso estava em um dos veículos envolvidos no crime e possui diversas passagens pela polícia por roubo e tráfico de drogas desde a adolescência, segundo as autoridades. A Justiça já acatou o pedido de prisão dos suspeitos.
Ruy foi assassinado em seu carro após tentar fugir de uma emboscada. Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo em que ele estava tenta escapar dos criminosos, mas colide com um ônibus. Em seguida, três homens armados com fuzis desceram de outro automóvel e dispararam pelo menos 20 vezes contra ele, que morreu no local.
Ainda segundo Derrite, as imagens revelaram a presença de três carros na perseguição. Um dos automóveis foi localizado abandonado, e a análise pericial levou à identificação desse novo suspeito.
O que se sabe até agora?
O nome de Ruy Ferraz Fontes era frequentemente citado como inimigo pela liderança da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o que reforça a suspeita de que o atentado tenha sido uma retaliação planejada. Ele foi o primeiro delegado a investigar o grupo e também o responsável pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo da facção.
Apesar da identificação de dois suspeitos, Derrite ponderou que ainda é cedo para confirmar ligações com o crime organizado, mas não descartou essa hipótese. As autoridades também trabalham com a linha de investigação de que a atuação de Fontes à frente da Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande possa ter contrariado interesses criminosos. No momento, uma das principais hipóteses é a de que realmente houve retaliação por parte de facções.
Nesta segunda-feira (15), Derrite determinou a criação de uma força-tarefa com os principais departamentos da Polícia Civil, incluindo o Departamento de Inteligência (Dipol), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), para conduzir a apuração do crime e prender os criminosos.
Quem foi Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de SP | SBT
Delegado de carreira da Polícia Civil por mais de 40 anos, Ruy Ferraz Fontes foi o primeiro a enfrentar diretamente o PCC. No início dos anos 2000, quando era titular da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos do Deic, atuou contra os crimes que sustentavam financeiramente a facção, estabeleceu a estrutura de poder do PCC e prendeu suas principais lideranças por formação de quadrilha.
Em 2006, foi responsável por conduzir investigações sobre os ataques da facção que aterrorizaram o estado. No mesmo ano, indiciou toda a cúpula do PCC, incluindo Marcola, pelos crimes e foi um dos responsáveis pela ideia de transferir todas as lideranças da organização para um único presídio, a Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Posteriormente, comandou o Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes) e, entre 2019 e 2022, foi delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo. No período como chefe da polícia no estado, liderou a transferência de chefes da facção para presídios federais, visando reduzir o poder da facção dentro das prisões.
Desde 2023, atuava como secretário de Administração da Prefeitura da Praia Grande, no litoral sul de São Paulo.
Polícia identifica segundo suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado Ruy FerrazDe acordo com o secretário de Segurança Pública, Gulherme Derrite, a prisão temporária dos dois envolvidos será solicitada pela políciaCidades2025-09-16T20:13:23.758ZA Polícia de São Paulo identificou um segundo suspeito de participação no assassinato do ex-delegado , . A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. + Na manhã . O criminoso estava em um dos veículos envolvidos no crime e possui diversas passagens pela polícia por roubo e tráfico de drogas desde a adolescência, segundo as autoridades. A Justiça já acatou o pedido de prisão dos suspeitos. + Ruy foi assassinado em seu carro após tentar fugir de uma emboscada. Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo em que ele estava tenta escapar dos criminosos, mas colide com um ônibus. Em seguida, três homens armados com fuzis desceram de outro automóvel e dispararam pelo menos 20 vezes contra ele, que morreu no local. Ainda segundo Derrite, as imagens revelaram a presença de três carros na perseguição. Um dos automóveis foi localizado abandonado, e a análise pericial levou à identificação desse novo suspeito. O que se sabe até agora? O nome de Ruy Ferraz Fontes era frequentemente citado como inimigo pela liderança da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o que reforça a suspeita de que o atentado tenha sido uma retaliação planejada. Ele foi o primeiro delegado a investigar o grupo e também o responsável pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo da facção. + Apesar da identificação de dois suspeitos, Derrite ponderou que ainda é cedo para confirmar ligações com o crime organizado, mas não descartou essa hipótese. As autoridades também trabalham com a linha de investigação de que a atuação de Fontes à frente da Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande possa ter contrariado interesses criminosos. No momento, uma das principais hipóteses é a de que realmente houve retaliação por parte de facções. Nesta segunda-feira (15), Derrite determinou a criação de uma força-tarefa com os principais departamentos da Polícia Civil, incluindo o Departamento de Inteligência (Dipol), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), para conduzir a apuração do crime e prender os criminosos. Quem foi Ruy Ferraz Fontes Delegado de carreira da Polícia Civil por mais de 40 anos, Ruy Ferraz Fontes foi o primeiro a enfrentar diretamente o PCC. No início dos anos 2000, quando era titular da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos do Deic, atuou contra os crimes que sustentavam financeiramente a facção, estabeleceu a estrutura de poder do PCC e prendeu suas principais lideranças por formação de quadrilha. Em 2006, foi responsável por conduzir investigações sobre os ataques da facção que aterrorizaram o estado. No mesmo ano, indiciou toda a cúpula do PCC, incluindo Marcola, pelos crimes e foi um dos responsáveis pela ideia de transferir todas as lideranças da organização para um único presídio, a Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Posteriormente, comandou o Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes) e, entre 2019 e 2022, foi delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo. No período como chefe da polícia no estado, liderou a transferência de chefes da facção para presídios federais, visando reduzir o poder da facção dentro das prisões. Desde 2023, atuava como secretário de Administração da Prefeitura da Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/policia-identifica-segundo-suspeito-de-envolvimento-na-morte-de-ex-delegado-ruy-ferraz
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