Política

Prefeito de Praia Grande lamenta morte de Fontes e diz que caso será investigado pelo estado

Ex-delegado da Polícia Civil foi executado a tiros momentos após sair do trabalho; Equipes da Rota foram mobilizadas para prender criminosos

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Camila Stucaluc
16/09/2025, 04:44 • Atualizado em 16/09/2025, 04:44
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Prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB) | Divulgação/Câmara dos Deputados

Prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB) | Divulgação/Câmara dos Deputados

O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), lamentou a morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes – assassinado a tiros na cidade. Em nota publicada na noite de segunda-feira (15), o político prestou solidariedade à família da vítima e disse que o caso será investigado pelo estado de São Paulo.

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“Não consigo aceitar que um trabalhador, comprometido com a justiça e a segurança pública, tenha sido vítima de tamanha crueldade. Que Deus conforte o coração de sua esposa, de seus familiares e de seus amigos. Descanse em paz, Ruy”, escreveu Mourão. “Lamento também pelas duas pessoas feridas no incidente criminoso. As investigações serão conduzidas pelos órgãos de segurança do Estado. Que a justiça seja feita”, acrescentou.

O ataque ocorreu por volta das 18h20 de segunda-feira (15), na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim. Ruy Ferraz Fontes havia acabado de encerrar o expediente na Secretaria de Administração da cidade, quando foi alvo de uma emboscada.

A execução foi registrada por câmeras de monitoramento. As imagens mostram o carro do ex-delegado sendo perseguido pelos criminosos, que, em seguida, fazem uma série de disparos de fuzil contra o veículo. Fontes consegue fugir, mas bate contra um ônibus. Na sequência, três homens descem de um outro e atiram contra ele.

Segundo o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, os criminosos atiraram mais de 20 vezes durante o atentado. “Pelo que contamos, foram mais de 20 disparos efetuados aqui no local”, disse, afirmando que os tiros atingiram diferentes membros de Fontes, como braços, pernas e abdômen. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte do ex-delegado no local.

Equipes da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar, desceram para a Baixada Santista logo após o assassinato. A ordem foi dada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que determinou a integração de uma força-tarefa para prender os autores e descobrir a motivação do ataque.

“Determinados que o patrulhamento da Rota fosse para a Baixada Santista, especificamente para a Praia Grande, reforçando o policiamento ostensivo para evitar que os criminosos consigam fugir desse local. Eu tenho certeza que a resposta será dada e que nós vamos identificar todos os covardes que participaram desse assassinato”, disse Derrite.

Quem era Ruy Ferraz Fontes?

Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Ruy Ferraz Fontes ocupou cargos de destaque na Polícia Civil de São Paulo, como Delegado Geral de Polícia, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, além de ter atuado em unidades como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Fontes ganhou notoriedade no início dos anos 2000, quando, à frente do Deic, foi o primeiro delegado a investigar a atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado de São Paulo. Entre 2019 e 2022, à frente da Delegacia Geral, liderou a transferência de chefes da facção para presídios federais, visando reduzir o poder da facção dentro das prisões.

Ao todo, Fontes dedicou mais de 40 anos à Polícia Civil na capital paulista. Ele estava atualmente aposentado da instituição, exercendo a função de secretário de Administração em Praia Grande.

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