Cidades

Recicladoras teriam faturado mais de RS 2,5 bilhões com receptação de cobre furtado no Rio

Rogério Ribeiro, ex-candidato à prefeitura de Nilópolis foi um dos alvos, ele afirma que seus negócios são lícitos e que nada ilícito foi encontrado na empresa

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Isabela Veiga
18/06/2025, 17:54 • Atualizado em 19/06/2025, 00:08
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Na madrugada desta quinta-feira (18), a Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu 35 mandados de busca e apreensão contra empresas suspeitas de receptação de cobre furtado das ruas da capital e da Baixada Fluminense. Quatro pessoas foram presas em flagrante por receptação.

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A operação faz parte da segunda fase da "Operação Caminhos do Cobre". As investigações revelam que recicladoras movimentaram mais de R$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos, parte desse valor fruto da comercialização de materiais roubados, como cabos subterrâneos, baterias, transformadores e placas metálicas.

Um dos principais alvos é Rogério Ribeiro, ex-candidato à prefeitura de Nilópolis, apontado como dono de uma das empresas envolvidas. Ele não foi encontrado durante as diligências.

Em nota ao jornalismo do SBT, Rogério Ribeiro afirmou que foi surpreendido com a operação, ele ainda afirmou que nada de ilícito foi identificado ou apreendido em sua empresa.

"Eu não temo, porque meus negócios são lícitos. Estou tranquilo, pois, tenho consciência de estar cumprindo a lei, e estou a disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”, afirmou Rogério.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas formalmente registradas no setor de reciclagem para dar aparência legal à receptação de metais furtados. Os policiais encontraram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com os registros oficiais, operações fracionadas, ausência de funcionários e saques em dinheiro feitos por terceiros sem ligação com as empresas, estratégia comum de lavagem de dinheiro.

Desde abril, quando as investigações se intensificaram, a polícia descobriu que a quadrilha usava caminhões para arrastar cabos do subsolo, danificando estruturas públicas. Em alguns casos, os envolvidos se passavam por funcionários de concessionárias com uniformes falsificados para evitar suspeitas.

Entre os materiais mais visados estão cabos de fibra óptica, geradores, equipamentos ferroviários e baterias industriais. Ao todo, 40 pessoas foram presas nas diferentes fases da investigação, que começou em setembro de 2023.

A empresa com maior volume investigado, também em Nilópolis, teria movimentado sozinha R$ 800 milhões em menos de três anos, valor considerado incompatível com seu capital social.

Desde o início da operação, mais de 260 empresas já foram fiscalizadas, com cerca de 90 prisões em flagrante e a apreensão de 260 toneladas de materiais metálicos furtados. Os envolvidos podem responder por receptação qualificada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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