Autoridades alemãs pedem novas leis após ataque anti-LGBTQ+
Uma pessoa morreu e outras 29 ficaram feridas depois que um alemão de 21 anos avançou contra uma multidão e atacou vítimas com uma faca em Berlim
Sofia Pilagallo
Um memorial improvisado no Portão de Brandemburgo após um ataque extremista durante a Parada do Orgulho LBTQIA+ em Berlim, que deixou uma pessoa morta e outras 29 feridas | Foto: Annegret Hilse/Reuters - 27.07.2026
Autoridades alemãs pediram o endurecimento das leis contra crimes de extremismo após um ataque nos arredores da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Berlim, uma das maiores da Europa. Uma polonesa de 65 anos morreu e outras 29 pessoas ficaram feridas depois que um alemão de 21 anos atropelou uma multidão com uma van e atacou pessoas com uma faca perto do local onde terminava a celebração.
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O partido Alternativa para a Alemanha (AfD), de direita radical e crítico à imigração e ao Islã, acusou o governo de não combater o radicalismo islâmico no país. O chanceler Friedrich Merz, por sua vez, prometeu agir com "prudência, mas também com determinação" para corrigir falhas na segurança.
O suspeito, identificado como Abdull Ballout, teria atropelado a multidão com um veículo alugado e fugido após o ataque, na noite de sábado (25). Depois de horas de buscas, a polícia informou que ele foi morto a tiros no distrito de Spandau, no domingo (26), ao avançar contra agentes com uma arma branca durante uma tentativa de prisão.
Ballout já era conhecido pela polícia e tinha condenações anteriores por agressão e crimes relacionados a roubo. Autoridades de segurança afirmaram que ele era apoiador do Estado Islâmico (EI) e que, em 2025, tentou se juntar ao grupo. Nascido e criado em Berlim, ele viajou ao Líbano com a intenção de seguir para a Síria, mas foi preso pelas autoridades locais e condenado a três meses de prisão.
Ao retornar à Alemanha, em novembro, Ballout foi preso no aeroporto de Berlim. Em maio, foi condenado a um ano e dez meses de prisão por preparar um grave ato de violência contra a segurança do Estado. A condenação teve como base suas tentativas de chegar à Síria para se juntar ao Estado Islâmico, além da divulgação de propaganda do grupo nas redes sociais.
A senadora de Justiça de Berlim, Felor Badenberg, reconheceu nesta segunda-feira (27) a indignação pública com o caso e defendeu uma revisão das regras que permitem aplicar a legislação penal juvenil a jovens adultos. Na Alemanha, pessoas entre 18 e 20 anos à época do crime podem ser julgadas segundo essas normas quando o tribunal considera que seu grau de maturidade ainda se aproxima do de um adolescente.
No processo que levou à condenação de Ballout em maio, o Tribunal Distrital de Tiergarten citou fatores como a falta de formação profissional e de renda, o fato de ele ainda morar com a mãe e seu comportamento durante o julgamento. A decisão considerou que ele ainda estava “em desenvolvimento” e apresentava atrasos de maturidade que poderiam ser superados.
"Após este ataque, minha conclusão é que, em casos como este, os perpetradores devem, de fato, ser punidos com mais severidade", afirmou Badenberg, filiada à União Democrata-Cristã (CDU), à emissora pública ARD. "Precisamos examinar fundamentalmente se os critérios legais que temos atualmente para aplicar o direito penal juvenil ainda são adequados aos tempos atuais."
Autoridades alemãs pedem novas leis após ataque anti-LGBTQ+Uma pessoa morreu e outras 29 ficaram feridas depois que um alemão de 21 anos avançou contra uma multidão e atacou vítimas com uma faca em BerlimMundo2026-07-28T00:19:13.857ZAutoridades alemãs pediram o endurecimento das leis contra crimes de extremismo após um , uma das maiores da Europa. Uma polonesa de 65 anos morreu e outras 29 pessoas ficaram feridas depois que um alemão de 21 anos atropelou uma multidão com uma van e atacou pessoas com uma faca perto do local onde terminava a celebração. O partido Alternativa para a Alemanha (AfD), de direita radical e crítico à imigração e ao Islã, acusou o governo de não combater o radicalismo islâmico no país. O chanceler Friedrich Merz, por sua vez, prometeu agir com "prudência, mas também com determinação" para corrigir falhas na segurança. O suspeito, identificado como Abdull Ballout, teria atropelado a multidão com um veículo alugado e fugido após o ataque, na noite de sábado (25). Depois de horas de buscas, a polícia informou que ele foi morto a tiros no distrito de Spandau, no domingo (26), ao avançar contra agentes com uma arma branca durante uma tentativa de prisão. Ballout já era conhecido pela polícia e tinha condenações anteriores por agressão e crimes relacionados a roubo. Autoridades de segurança afirmaram que ele era apoiador do Estado Islâmico (EI) e que, em 2025, tentou se juntar ao grupo. Nascido e criado em Berlim, ele viajou ao Líbano com a intenção de seguir para a Síria, mas foi preso pelas autoridades locais e condenado a três meses de prisão. Ao retornar à Alemanha, em novembro, Ballout foi preso no aeroporto de Berlim. Em maio, foi condenado a um ano e dez meses de prisão por preparar um grave ato de violência contra a segurança do Estado. A condenação teve como base suas tentativas de chegar à Síria para se juntar ao Estado Islâmico, além da divulgação de propaganda do grupo nas redes sociais. A senadora de Justiça de Berlim, Felor Badenberg, reconheceu nesta segunda-feira (27) a indignação pública com o caso e defendeu uma revisão das regras que permitem aplicar a legislação penal juvenil a jovens adultos. Na Alemanha, pessoas entre 18 e 20 anos à época do crime podem ser julgadas segundo essas normas quando o tribunal considera que seu grau de maturidade ainda se aproxima do de um adolescente. No processo que levou à condenação de Ballout em maio, o Tribunal Distrital de Tiergarten citou fatores como a falta de formação profissional e de renda, o fato de ele ainda morar com a mãe e seu comportamento durante o julgamento. A decisão considerou que ele ainda estava “em desenvolvimento” e apresentava atrasos de maturidade que poderiam ser superados. "Após este ataque, minha conclusão é que, em casos como este, os perpetradores devem, de fato, ser punidos com mais severidade", afirmou Badenberg, filiada à União Democrata-Cristã (CDU), à emissora pública ARD. "Precisamos examinar fundamentalmente se os critérios legais que temos atualmente para aplicar o direito penal juvenil ainda são adequados aos tempos atuais." São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/autoridades-alemas-pedem-novas-leis-apos-ataque-anti-lgbtq
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